Milho despenca e mercado trava com nova safra
No mercado físico, o indicador apresentou recuo
No mercado físico, o indicador apresentou recuo - Foto: Nadia Borges
O mercado de milho encerrou a semana com movimento de queda nas cotações, influenciado por fatores sazonais e pela postura mais cautelosa dos agentes. A análise da TF Agroeconômica aponta que o comportamento recente reflete tanto a expectativa de maior oferta quanto ajustes típicos deste período.
Na B3, os contratos futuros fecharam em baixa no último pregão e também no acumulado semanal, pressionados pelo avanço da colheita e pelo posicionamento defensivo de parte dos especuladores antes do feriado prolongado. A perspectiva de aumento na produção, reforçada por dados recentes, e a entrada gradual da safrinha contribuem para um ambiente de menor apetite comprador e maior cautela na formação de preços.
No mercado físico, o indicador apresentou recuo, acompanhando a desvalorização cambial, enquanto o cenário internacional seguiu em direção oposta, com leve alta em Chicago. Ainda assim, o contexto interno predominou na formação das cotações.
Nos estados do Sul, o ritmo de negócios permanece lento. No Rio Grande do Sul, a colheita avança de forma irregular, com impacto das chuvas, enquanto os preços se mantêm relativamente firmes diante da oferta limitada em algumas regiões. Em Santa Catarina e no Paraná, o descompasso entre pedidas e ofertas continua travando as negociações, mesmo com sinais pontuais de sustentação.
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul registra recuperação nas cotações após quedas recentes, mas a liquidez segue restrita. A atuação seletiva da demanda e a maior presença de vendedores limitam avanços mais consistentes, apesar do suporte vindo do setor de bioenergia.