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Milho mantém tendência de baixa no mercado global

O principal fator de pressão vem do clima no Corn Belt


O principal fator de pressão vem do clima no Corn Belt O principal fator de pressão vem do clima no Corn Belt - Foto: Pixabay

O mercado do milho segue pressionado por uma combinação de oferta elevada, clima favorável nas áreas produtoras dos Estados Unidos e demanda internacional abaixo do esperado no curto prazo. Segundo análise semanal da TF Agroeconômica, os preços em Chicago acumularam perdas próximas de 6,5% na semana, com rompimento de suportes técnicos importantes e continuidade do movimento vendedor.

Na Bolsa de Chicago, a tendência de curto prazo foi classificada como fortemente baixista, enquanto o médio prazo também permanece negativo. Os contratos perderam as regiões de 464, 452 e 440 cents por bushel, com fechamento próximo de 417 cents, sinalizando domínio dos vendedores e liquidação de posições por fundos de investimento. O suporte atual está entre 415 e 420 cents, enquanto as resistências aparecem em 440, 452 e 464 cents.

O principal fator de pressão vem do clima no Corn Belt. Chuvas recentes melhoraram a umidade do solo, e as previsões para 8 a 14 dias indicam precipitações acima da média, o que reforça a expectativa de bom desenvolvimento inicial das lavouras. Apesar disso, Nebraska ainda exige atenção, já que 82,95% da área segue sob seca moderada, 75,18% sob seca severa e 55,04% sob seca extrema. A área nacional de milho sob algum grau de seca também subiu de 25% para 27%.

Pelo lado da demanda, as exportações semanais dos Estados Unidos somaram 883,3 mil toneladas, queda de 13% ante a semana anterior e 32% abaixo da média das últimas quatro semanas. Ainda assim, o acumulado da temporada permanece forte, com 81,77 milhões de toneladas comercializadas, volume 25,53% superior ao do mesmo período do ano passado. O USDA também confirmou venda de 115 mil toneladas para a Colômbia na safra 2026/27.

No Brasil, o indicador ESALQ segue em canal de baixa, pressionado pela entrada da safrinha e pela perspectiva de safra recorde. A análise aponta que o mercado doméstico ainda não encontrou um fundo consistente, com tendência baixista no curto e médio prazo. Para produtores, a recomendação é aproveitar repiques para vendas escalonadas e avaliar custos de armazenagem. 
 

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