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Oferta confortável limita reação do milho

No Rio Grande do Sul, a colheita avança lentamente e chegou a 97% da área


No Rio Grande do Sul, a colheita avança lentamente e chegou a 97% da área No Rio Grande do Sul, a colheita avança lentamente e chegou a 97% da área - Foto: Pixabay

O mercado de milho no Sul e em Mato Grosso do Sul segue marcado por baixa liquidez, negociações pontuais e compradores cautelosos, em um ambiente de oferta ainda confortável no curto prazo. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, as cotações mostram firmeza em algumas praças, mas os estoques elevados e a expectativa de maior produção nacional limitam avanços mais consistentes.

No Rio Grande do Sul, a colheita avança lentamente e chegou a 97% da área cultivada, restando principalmente lavouras tardias implantadas nos períodos finais do ZARC. As indicações variam entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca, com média estadual de R$ 59,27, alta semanal de 0,87%. A menor pressão de venda e a reposição pontual de estoques sustentam os preços, embora o ritmo dos negócios siga lento. As lavouras remanescentes estão, em maioria, em maturação, com frio e menor radiação solar prolongando o ciclo final e retardando a perda de umidade dos grãos.

Em Santa Catarina, o mercado permanece com movimentação limitada. As indicações seguem próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda gira ao redor de R$ 65,00, diferença que dificulta o fechamento de operações. Mesmo com menor disponibilidade em parte do estado, compradores seguem focados em aquisições imediatas e evitam alongar posições. No Planalto Norte, os negócios variam entre R$ 65,00 e R$ 70,00 por saca.

No Paraná, a oferta confortável e os estoques elevados continuam limitando o ritmo dos negócios. As indicações ficam próximas de R$ 65,00 por saca, enquanto a demanda se concentra ao redor de R$ 60,00 CIF. Nas principais regiões, os preços ao produtor têm comportamento misto, com altas em Guarapuava e Ponta Grossa e recuos em Cascavel, Londrina e Umuarama.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca, com recuperação pontual em algumas praças. Ainda assim, a maior disponibilidade de milho, a liquidez reduzida e a expectativa de avanço da safrinha seguem restringindo uma valorização mais ampla.
 

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