Produção brasileira de milho deve alcançar 148 milhões de toneladas
El Niño acende alerta para a produção de milho no Brasil
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A produção brasileira de milho deve alcançar 148,02 milhões de toneladas na safra 2026/27, alta de 2,43% em relação ao ciclo anterior, apesar da previsão de queda na produtividade, segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão da área cultivada e o aumento da demanda interna, impulsionado pelas indústrias de etanol de milho, devem favorecer o crescimento da oferta nacional.
A área plantada com milho no Brasil está estimada em 23,70 milhões de hectares, avanço de 4,89% na comparação anual. Em contrapartida, a produtividade média deve recuar 2,34%, para 104,07 sacas por hectare.
O cenário combina ampliação da área cultivada com incertezas climáticas que podem afetar o rendimento das lavouras. Entre os principais fatores de atenção estão os possíveis efeitos do El Niño, com riscos de irregularidade das chuvas no Centro-Oeste e excesso de precipitação no Sul.
Segundo dados divulgados pelo Imea, com base nas projeções da Conab, a área brasileira destinada ao cultivo de milho deve atingir 23,70 milhões de hectares na safra 2026/27. O resultado representa crescimento de 4,89% em relação ao ciclo anterior.
A expansão está associada, entre outros fatores, à perspectiva de aumento da demanda interna pelo cereal. O consumo doméstico deve crescer 6,60%, impulsionado principalmente pela ampliação das indústrias de etanol de milho.
O avanço desse segmento industrial tende a fortalecer a procura pelo grão e favorecer a sustentação dos preços. Nesse contexto, o comportamento do consumo será um dos fatores importantes para acompanhar o mercado brasileiro de milho ao longo da próxima safra.
Apesar do aumento da área plantada, a produtividade média nacional de milho está estimada em 104,07 sacas por hectare, redução de 2,34% em relação à safra anterior, segundo dados divulgados pelo Imea com base nas estimativas da Conab.
Entre os principais pontos de atenção estão as condições climáticas previstas para as regiões produtoras. Os possíveis efeitos do El Niño podem provocar impactos distintos sobre o desenvolvimento das lavouras, ampliando as incertezas quanto ao rendimento da cultura.
No Centro-Oeste, a irregularidade das chuvas pode comprometer o desenvolvimento das plantas. Já no Sul, o excesso de precipitação representa um risco para o desempenho das lavouras. A distribuição das chuvas ao longo do ciclo será, portanto, um dos fatores determinantes para a confirmação das estimativas de produtividade e produção nacional.
Mesmo com a redução projetada na produtividade, a expansão da área cultivada deve contribuir para o aumento da produção brasileira de milho na safra 2026/27.
Segundo dados divulgados pelo Imea, com base nas estimativas da Conab, a produção nacional deve atingir 148,02 milhões de toneladas, volume 2,43% superior ao registrado no ciclo anterior. O resultado projetado indica que o crescimento da área poderá compensar parcialmente os efeitos da menor produtividade média, permitindo ampliar a oferta nacional do cereal.
Ainda assim, o desempenho efetivo da safra dependerá das condições climáticas nas principais regiões produtoras. A evolução das chuvas, os efeitos do El Niño e o rendimento das lavouras serão determinantes para avaliar se a produção alcançará o volume estimado. Ao mesmo tempo, a expectativa de crescimento do consumo doméstico, especialmente pela indústria de etanol de milho, reforça a importância de acompanhar a relação entre oferta e demanda na formação dos preços do cereal.