Foto: Marcel Oliveira
Existem inúmeros insetos benéficos cuja presença é extremamente desejável em tomateiro produzido organicamente. Estes indivíduos controlam naturalmente os insetos-praga, evitando que suas populações atinjam níveis de dano econômico.
Entre os predadores mais importantes destacam-se as joaninhas, dos gêneros Harmonia, Hippodamia, Cycloneda, Criptolaemus e Scymnus, os dípteros sirfídeos e os crisopídeos, todos eficientes predadores de pulgões, moscas-brancas, entre outras pragas.
Percevejos e tripes predadores como Orius e Franklinothrips vespiformis, respectivamente, são responsáveis pelo controle das populações de tripes praga.
Aranhas, vespas, besouros da família Carabidae, fungos e bactérias são responsáveis pelo controle de lagartas, minadores e brocas.
As vespas parasitoides também são importantes aliadas no controle da população de pragas. Estes indivíduos depositam seus ovos no interior dos ovos ou no interior do corpo dos insetos-praga, levando-os à morte.
Além dos artrópodes, o controle de insetos-praga também pode ser realizado por micro-organismos, tais como bactérias, fungos e vírus, os quais atacam estes insetos, debilitando e levando-os à paralisia, alterações alimentares, comportamentais, biológicas e, consequentemente, à morte.
Além da utilização de telas anti-inseto já apresentada, a diversificação do ambiente produtivo favorece a manutenção das populações dos inimigos naturais, uma vez que fornece:
a) alimento alternativo para os adultos, como néctar, pólen e substâncias
açucaradas, o que aumenta a eficiência e a fecundidade de predadores e parasitoides;
b) abrigo e microclima adequado para os inimigos naturais, possibilitando o refúgio quando há estresse ambiental;
c) condições que permitem o desenvolvimento de presas e hospedeiros
alternativos para os inimigos naturais, possibilitando sua sobrevivência quando as pragas estão ausentes;
d) possibilidade de manipular os recursos para os inimigos naturais, manejando as épocas de plantio, colheita, podas e roçadas, antecipando a colonização pelos inimigos naturais;
e) arranjar espacialmente as plantas selecionadas de modo a favorecer a movimentação dos entomófagos na área;
f) planejar a arquitetura e a distribuição de diferentes culturas, além de utilizar plantas atrativas, de preferência com alta produção de recursos florais, tais como a espécie de cravo Tagetes erecta, ou aromáticas como mentrasto, coentro, endro ou até mesmo espontâneas, como picão-preto, caruru e apaga-fogo. Estas espécies favorecem a estabilidade do ambiente, evitando ataques severos de pragas. Quanto ao uso de plantas armadilhas, esse tema é relevante no mundo científico, contudo, atualmente não tem recomendação para o sistema de produção de tomate orgânico em SC. Entre os materiais promissores, destaca-se o Tajujá ou Tayuyá (Cayaponia tayuya), como planta atrativa da vaquinha (Diabrotica speciosa), inseto-praga comum no cultivo de diversas culturas.
Texto retirado do artigo: Tomatorg: Sistema Orgânico de Produção de Tomates em Santa Catarina
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