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Governo do Estado reforça integração entre inovação, universidades e agenda climática na Gramado Summit

Integração entre inovação, universidades e agenda climática é destaque no RS


Foto: Divulgação

A articulação entre universidades, regiões e políticas públicas de inovação consolidou-se como um dos pilares para o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul. Em dois painéis realizados na Arena de Conteúdos RS, no estande do governo do Estado na Gramado Summit 2026, especialistas e gestores destacaram como o Programa Inova RS vem conectando instituições de ensino e ecossistemas regionais.

A iniciativa tem contribuído tanto para impulsionar a inovação quanto para fortalecer estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas. Correalizador do evento, o governo do Estado participa da programação, que segue até esta sexta-feira (8/5) no Serra Park, em Gramado.   

Desenvolvido pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), o Inova RS busca incluir o Rio Grande do Sul no mapa global da inovação por meio da construção de parcerias estratégicas entre sociedade civil, academia, setor empresarial e governo. A iniciativa, que propõe uma agenda comum para os ecossistemas de inovação das oito regiões do Estado, ganhou destaque em Gramado na programação de quinta-feira (7). 

Universidades impulsionam projetos

No painel “Universidades conectadas para inovar: a atuação do Inova RS na região Central”, a coordenadora do Inova RS na região Central e vice-reitora da Universidade Franciscana (UFN), Solange Binotto Fagan, ressaltou que o modelo baseado em regiões geográficas permitiu identificar vocações locais e estruturar ecossistemas de inovação mais alinhadas às realidades territoriais.  

Conforme ela, a região Central tem nas instituições de ensino superior um de seus principais ativos. “O nosso ecossistema é fortemente pautado pelas universidades, que alavancam grandes projetos e ajudam a conectar os diferentes atores da inovação”, destacou.  

Entre as áreas prioritárias definidas pela governança regional estão o agronegócio, o turismo, incluindo suas vertentes rural, gastronômica e religiosa, além da saúde e do bem-estar.   

O coordenador do Comitê Técnico do Inova RS na região Central e diretor de Inovação da UFN, Lissandro Dalla Nora, atribuiu o avanço local ao modelo da quádrupla hélice, que integra academia, setor público, iniciativa privada e sociedade civil. Já o integrante do Comitê Estratégico do Inova RS na região Central e diretor-geral da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) - Campus Santiago, Júlio Cesar Wincher, citou o impacto dos editais de inovação na região, especialmente no Vale do Jaguari.     

Inovação no enfrentamento às mudanças climáticas

Em um segundo painel, intitulado “Fortalecimento do enfrentamento às mudanças climáticas pela inovação: o caso da cooperação entre a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e o Inova RS região Produção e Norte”, o papel da ciência e da cooperação regional diante dos desafios climáticos ganhou destaque nas discussões.  

 A gestora de Inovação e Tecnologia do Inova RS nas regiões Produção e Norte, Suelen Buffon, ressaltou a abrangência territorial do ecossistema, que reúne cerca de 130 municípios. “Precisamos considerar que muitos rios nascem na nossa região e influenciam a realidade de centenas de cidades gaúchas. Dessa forma, é fundamental contar com o conhecimento gerado pela academia”, pontuou.  

Na mesma linha, o professor da UFSM, do Campus Palmeira das Missões, Nelson Guilherme Machado Pinto, reforçou a importância de olhar para o interior do Estado como espaço estratégico para a agenda climática. “As nascentes estão no interior. É a partir dessa compreensão que conseguimos antecipar problemas e desenvolver soluções antes que eles se agravem”, disse, ao detalhar diferentes iniciativas desenvolvidas pelo Escritório Local de Inovação Rio da Várzea da UFSM. Ele também destacou o papel do programa como articulador de ações e mobilizador dos atores regionais.  

Para o professor Rafael Lazzari, também da UFSM, as crises meteorológicas não devem ser tratadas como um novo normal, mas sim, como consequência das ações humanas. Segundo ele, a UFSM mantém diversos grupos de pesquisa voltados a temas como carbono e gases de efeito estufa, além de incentivar a formação de estudantes com experiência prática em inovação. Para a construção de um Estado mais resiliente, defendeu a necessidade da ciência, de políticas de Estado e do engajamento da sociedade.  

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