Superávit comercial chega a US$ 7,07 bilhões em julho
Exportações avançam com força da soja e do algodão
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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou nesta quinta-feira (6) que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,07 bilhões em julho de 2026. O resultado foi impulsionado pelo avanço das exportações, especialmente da soja, do algodão e dos animais vivos, enquanto as importações também cresceram no período.
As exportações brasileiras somaram US$ 34,12 bilhões em julho, alta de 6,2% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo o MDIC. As importações cresceram 7,6%, alcançando US$ 27,05 bilhões. Com isso, a balança comercial registrou superávit de US$ 7,07 bilhões, avanço de 1,0%, enquanto a corrente de comércio aumentou 6,8%, totalizando US$ 61,17 bilhões.
No acumulado de janeiro a julho de 2026, o país exportou US$ 218,55 bilhões, crescimento de 10,5% sobre o mesmo período do ano anterior. As importações chegaram a US$ 169,51 bilhões, alta de 5,5%. O saldo comercial atingiu US$ 49,04 bilhões, expansão de 31,9%, e a corrente de comércio alcançou US$ 388,06 bilhões, aumento de 8,2%.
De acordo com o MDIC, o setor agropecuário exportou US$ 7,82 bilhões em julho, crescimento de 9,3% na comparação anual. A indústria extrativa respondeu por US$ 8,23 bilhões, alta de 10,8%, enquanto a indústria de transformação embarcou US$ 17,83 bilhões, avanço de 2,4%.
Entre os produtos agropecuários, o destaque foi para os embarques de animais vivos, que cresceram 29,9%, soja, com alta de 17,4%, e algodão em bruto, que avançou 27,2%. Na indústria extrativa, aumentaram as vendas de outros minerais em bruto, outros minérios e concentrados dos metais de base e petróleo bruto. Já na indústria de transformação, cresceram as exportações de celulose, óleos combustíveis e gorduras e óleos vegetais.
Apesar do desempenho positivo, alguns produtos registraram queda nas exportações em julho. Conforme o MDIC, as vendas externas de milho recuaram 14,9%, as de café não torrado diminuíram 21,8% e as de especiarias caíram 21,3%. Também houve retração nas exportações de minério de ferro, açúcar, veículos de passageiros e aeronaves.
No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a agropecuária exportou US$ 50,48 bilhões, alta de 9,2%. A indústria extrativa somou US$ 54,35 bilhões, crescimento de 21,3%, e a indústria de transformação alcançou US$ 112,50 bilhões, avanço de 6,3%.
Segundo o MDIC, os principais responsáveis pelo crescimento das exportações no período foram os embarques de animais vivos, soja e algodão em bruto na agropecuária. Também contribuíram o aumento das vendas de minério de ferro, minérios de cobre e petróleo bruto na indústria extrativa, além da carne bovina, dos óleos combustíveis e do ouro na indústria de transformação.
Entre os produtos que perderam espaço no acumulado do ano estão trigo e centeio, café não torrado e sementes oleaginosas na agropecuária. Também houve redução nas exportações de fertilizantes brutos, minérios de alumínio, gás natural, sucos de frutas, açúcar e alumina.
Nas importações de julho, o setor agropecuário registrou queda de 4,1%, totalizando US$ 480 milhões. Em contrapartida, a indústria extrativa importou US$ 1,32 bilhão, alta de 31,4%, enquanto a indústria de transformação respondeu por US$ 25,09 bilhões, crescimento de 6,9%.
O aumento das importações foi puxado pelas compras de pescado, trigo, produtos hortícolas, petróleo bruto, gás natural, medicamentos, máquinas de processamento de dados e óleos combustíveis, informou o MDIC. Por outro lado, diminuíram as importações de soja, látex, fertilizantes brutos, Inseticidas, motores e plataformas flutuantes.
Entre janeiro e julho, as importações da agropecuária caíram 14,7%, para US$ 3,19 bilhões. Já a indústria extrativa avançou 3,3%, alcançando US$ 7,21 bilhões, e a indústria de transformação cresceu 6,1%, somando US$ 158 bilhões.
O MDIC destaca que, no acumulado do ano, cresceram as compras de pescado, frutas, soja, minério de Ferro, carvão, petróleo bruto, óleos combustíveis, componentes eletrônicos e veículos de passageiros. Em sentido oposto, houve retração nas importações de trigo, cacau, látex, fertilizantes brutos, gás natural, Inseticidas, produtos laminados de aço e motores não elétricos.