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Umidade correta evita perdas no feijão armazenado

Controle da umidade preserva qualidade do feijão


Foto: Canva

O controle da umidade dos grãos é uma das etapas mais importantes da pós-colheita do feijão e pode determinar o sucesso ou o fracasso do armazenamento. Especialistas alertam que grãos armazenados com excesso de água ficam mais suscetíveis ao desenvolvimento de fungos, aquecimento da massa e perda de qualidade, enquanto a secagem excessiva aumenta a ocorrência de quebras e reduz o peso comercial do produto.

Segundo orientações técnicas apresentadas no material, o feijão destinado ao armazenamento de médio e longo prazo deve apresentar umidade em torno de 12% a 13%. Nessa faixa, os riscos de deterioração são reduzidos e a conservação dos grãos é favorecida. Acima desse patamar, aumentam as chances de surgimento de bolores, aquecimento da massa armazenada e perda de germinação em lotes destinados à produção de sementes.

O documento destaca que a preocupação com a qualidade dos grãos deverá ganhar ainda mais relevância entre dezembro de 2025 e dezembro de 2026, período em que a cadeia produtiva deverá intensificar a atenção aos padrões físicos e sanitários exigidos pelo mercado.

A medição correta da umidade é apontada como o primeiro passo para garantir um armazenamento seguro. Embora os métodos laboratoriais sejam considerados referência pela precisão, os medidores portáteis são as ferramentas mais utilizadas nas propriedades rurais e unidades armazenadoras. Para obter resultados confiáveis, é necessário utilizar equipamentos calibrados, coletar amostras representativas e realizar medições em diferentes pontos da carga.

A definição do momento de colheita também influencia diretamente a qualidade final do produto. Conforme o conteúdo técnico, atrasar a colheita em busca de uma secagem natural no campo pode aumentar as perdas por abertura de vagens, germinação dos grãos e danos provocados por chuvas. A recomendação é colher o feijão em estágio adequado de maturação e concluir o ajuste da umidade por meio de secagem controlada.

Após a colheita, a secagem pode ser realizada de forma natural ou artificial. Em ambos os sistemas, o objetivo é reduzir a umidade de maneira uniforme, evitando danos físicos aos grãos. No caso da secagem natural, o material orienta que o feijão seja distribuído em camadas uniformes e revolvido frequentemente para evitar aquecimento localizado. Já nos secadores mecânicos, o controle da temperatura é considerado essencial para evitar fissuras, escurecimento e perda de qualidade.

Outro aspecto destacado é a necessidade de estabilizar a umidade antes do armazenamento definitivo. Mesmo após atingir o teor desejado, os grãos precisam passar por um período de repouso para que a água se distribua de forma homogênea entre a superfície e o interior do feijão. Somente após essa estabilização é recomendada uma nova medição para confirmar se o lote está apto para seguir para os armazéns.

A manutenção da qualidade também depende das condições de armazenamento. Estruturas limpas, livres de infiltrações e com boa ventilação ajudam a evitar a reabsorção de umidade e o surgimento de fungos. O monitoramento periódico da temperatura e da umidade dos grãos é apontado como uma prática indispensável para prevenir perdas ao longo do período de estocagem.

O material ressalta ainda que falhas no manejo da umidade podem gerar impactos econômicos significativos. Entre os prejuízos mais comuns estão descontos aplicados por armazéns devido ao excesso de água nos grãos, redução da qualidade comercial por ocorrência de mofo e aumento da quebra durante o beneficiamento.

"Ajustar a umidade de forma planejada é uma forma direta de proteger a margem de lucro e a vida útil do produto", destaca o conteúdo técnico.

Por fim, o documento reforça que decisões relacionadas à operação de secadores, sistemas de aeração e armazenamento devem seguir normas técnicas e recomendações especializadas. O acompanhamento de profissionais da área de pós-colheita é considerado fundamental para garantir a qualidade do feijão armazenado e reduzir riscos ao longo de toda a cadeia produtiva. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.

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