Mercado do boi gordo fecha semana estável
Frigoríficos mantêm cautela após feriado
Foto: Pixabay
O mercado do boi gordo manteve estabilidade nas cotações em São Paulo nesta sexta-feira (5), conforme análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. Segundo a consultoria, os preços permaneceram inalterados em relação à quarta-feira (3), véspera do feriado de Corpus Christi, refletindo um ambiente de negociações mais lentas e com menor movimentação por parte dos frigoríficos.
De acordo com a Scot Consultoria, o cenário foi marcado por poucas ofertas de compra de bovinos, mas sem aumento na disponibilidade de animais para abate. Parte das indústrias frigoríficas concedeu folga aos funcionários durante o feriado prolongado, enquanto outras optaram por aguardar o desempenho das vendas de carne antes de definir novas estratégias de compra.
As escalas de abate permaneceram, em média, para oito dias, indicando relativa estabilidade na programação das plantas frigoríficas.
No Pará, a situação também foi de estabilidade. Conforme a análise da Scot Consultoria, as cotações não registraram alterações nas três principais praças pecuárias do estado em comparação aos valores observados na quarta-feira (3).
Enquanto o mercado físico operava sem mudanças expressivas, as exportações brasileiras de carne bovina in natura apresentaram forte desempenho em maio. Dados analisados pela Scot Consultoria apontam que o volume embarcado alcançou 261,9 mil toneladas no mês, com média diária de 13 mil toneladas, resultado 26,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 6,5 mil, avanço de 25,5% na comparação anual. Com isso, o volume total embarcado em maio ficou 20,2% acima do registrado no mesmo mês do ano passado. O faturamento alcançou US$ 1,7 bilhão, crescimento de 50,2% em relação a maio de 2025.
Segundo a Scot Consultoria, tanto o volume exportado quanto a receita obtida representaram os maiores resultados já registrados para um mês de maio. Já o preço médio pago por tonelada foi o terceiro maior da série histórica e o mais elevado desde julho de 2022.