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Soja ainda dá lucro, mas alerta acende no campo

Entre os elementos de sustentação do mercado estão a demanda por óleo de soja


Entre os elementos de sustentação do mercado estão a demanda estrutural por óleo de soja Entre os elementos de sustentação do mercado estão a demanda estrutural por óleo de soja - Foto: Divulgação

O mercado de soja atravessa um momento de pressão, com aumento da oferta e sinais de fraqueza no curto prazo, o que reforça a necessidade de decisões comerciais mais cautelosas no campo. Segundo a TF Agroeconômica, o período entre fevereiro e maio costuma ser o mais desfavorável para a venda, por coincidir com a colheita e com a entrada de grande volume de produto no mercado.

Mesmo nesse cenário, a avaliação é de que a soja brasileira ainda oferece margem positiva superior a 14%, resultado que, na leitura da consultoria, deve ser aproveitado antes de uma possível intensificação das quedas. A recomendação é evitar a expectativa de recuperação imediata dos preços, já que o ambiente segue marcado por fatores que limitam altas mais consistentes.

Entre os elementos de sustentação do mercado estão a demanda estrutural por óleo de soja ligada ao biodiesel nos Estados Unidos, a incerteza geopolítica envolvendo Ormuz, os atrasos na colheita argentina e a demanda internacional ativa. Por outro lado, pesam a reabertura pontual do estreito, que derrubou o petróleo e pressionou o óleo de soja, o clima favorável nos Estados Unidos, a demanda chinesa abaixo do esperado e a oferta global elevada, com exportações recordes do Brasil.

Em Chicago, a soja opera em consolidação lateral, sem direção clara, entre suportes próximos de 1140 a 1150 cents por bushel e resistências entre 1180 e 1200. No Brasil, a tendência de curto prazo segue baixista, com o mercado já tendo sinalizado venda após a formação de topo e ainda sem indicação clara de reversão.

Diante desse quadro, a principal orientação é parcelar os lotes e avançar nas vendas de forma gradual. A estratégia sugerida é vender mais agora, antes de novas pressões, e limitar a especulação a no máximo 10% da produção, reduzindo a exposição a um mercado ainda travado entre oferta abundante e fatores pontuais de sustentação.
 

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