Frio exige maior atenção no manejo de suínos
“Durante o período mais frio do ano, não é só o desempenho dos animais que preocupa"
“Durante o período mais frio do ano, não é só o desempenho dos animais que preocupa" - Foto: Embrapa - MORÉS, Nelson
A queda de temperatura em diversas regiões do país aumenta a atenção nas granjas de suínos, especialmente pela maior exigência energética dos animais e pelo risco de doenças respiratórias. Com o frio, parte da energia consumida na alimentação passa a ser usada para manter a temperatura corporal, o que pode reduzir o ganho de peso, piorar a conversão alimentar e elevar os custos de produção.
Segundo dados da Embrapa, falhas no manejo térmico comprometem os índices zootécnicos e o bem-estar do plantel. Os leitões estão entre os mais vulneráveis, por terem menor capacidade de adaptação ao frio e maior necessidade de aquecimento.
Gladstone Brumano, consultor técnico-comercial da MCassab Nutrição e Saúde Animal, observa que as baixas temperaturas não afetam apenas o desempenho produtivo. O período também favorece problemas sanitários e exige maior controle de ventilação, aquecimento e umidade nos galpões.
“Durante o período mais frio do ano, não é só o desempenho dos animais que preocupa. Essa talvez seja a consequência mais fácil de se notar, porém as baixas temperaturas também favorecem o aparecimento de doenças e exige atenção redobrada do produtor com ventilação, aquecimento e controle da umidade nos galpões para manter os suínos saudáveis e produtivos”, destaca
Entre os sinais de desconforto térmico estão animais amontoados, tremores, menor movimentação e aumento do consumo de ração sem melhora proporcional no desempenho. O frio também pode favorecer pneumonia suína, influenza, pleuropneumonia e doença de Glässer, principalmente em ambientes úmidos, com correntes de ar ou ventilação inadequada.
A tentativa de aquecer os galpões por meio da redução excessiva da ventilação pode comprometer a qualidade do ar e aumentar o acúmulo de gases. Por isso, isolamento térmico, aquecimento para leitões, controle da umidade e nutrição de precisão são apontados como medidas importantes para preservar sanidade, desempenho e rentabilidade.