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Mercado do boi inicia semana sem mudanças

Frigoríficos reduzem compras


Foto: Divulgação

As cotações do boi gordo permaneceram estáveis no mercado paulista no início da semana, conforme análise divulgada nesta sexta-feira (15) pelo informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria. Segundo o levantamento, o ritmo de negócios seguiu lento, cenário considerado comum para o período, com parte dos frigoríficos afastada das compras, o que contribuiu para a manutenção dos preços.

De acordo com a consultoria, as escalas de abate em São Paulo atendem, em média, sete dias de programação, sem alterações significativas em relação aos últimos levantamentos.

No Sudeste de Rondônia, o mercado registrou recuo nas cotações do gado destinado ao abate. O preço do boi gordo caiu R$ 3,00 por arroba, enquanto o valor pago pelo chamado “boi China” recuou R$ 2,00 por arroba. Já as cotações das fêmeas permaneceram inalteradas.

No mercado atacadista de carne com osso, as vendas ao varejo apresentaram comportamento mais moderado ao longo da última semana. Segundo a Scot Consultoria, a comercialização começou em ritmo positivo, mas perdeu força nos dias seguintes, embora sem interrupção das negociações. Com isso, os pedidos de reposição de estoque por parte do atacado ocorreram de forma mais lenta.

Pelo lado da oferta, a disponibilidade de carne foi suficiente para atender à demanda, sem formação de excedentes nos estoques frigorificados. Esse equilíbrio refletiu diretamente no comportamento das cotações das carcaças casadas, que apresentaram movimentações distintas conforme a categoria.

A cotação da carcaça casada do boi capão registrou queda de 0,2%, equivalente a R$ 0,05 por quilo. Em sentido contrário, a carcaça do boi inteiro teve valorização de 1,3%, com aumento de R$ 0,30 por quilo.

Entre as fêmeas, os preços das carcaças casadas avançaram 0,9%, o que corresponde a uma alta de R$ 0,20 por quilo.

Para os próximos dias, a expectativa da Scot Consultoria é de sustentação dos preços no atacado. Segundo a análise, o cenário é favorecido pelo aumento do consumo durante o fim de semana em razão da Copa do Mundo e pela oferta mais ajustada de carne disponível no mercado.

No segmento de proteínas concorrentes, os preços também apresentaram avanço. A cotação do frango médio subiu 2%, com acréscimo de R$ 0,13 por quilo, enquanto o suíno especial registrou alta de 2,2%, equivalente a R$ 0,20 por quilo.

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