CI

CNA debate ações para fortalecer a fruticultura e ampliar oportunidades no mercado externo

Exportações de frutas cresceram 17% de janeiro a setembro de 2026


Foto: Divulgação

A Comissão Nacional de Fruticultura da CNA se reuniu no Centro de Excelência em Fruticultura do Senar, em Juazeiro (BA), na quinta (22), para discutir os desafios e oportunidades para as exportações de frutas e as ações de formação profissional voltadas à cadeia produtiva.

Os participantes também apresentaram propostas para a atuação do centro e debateram soluções para o manejo e o controle de pragas nas culturas.

A presidente da comissão, Mari Anna Batista, destacou a oportunidade de promover o intercâmbio de experiências e utilizar o trabalho desenvolvido no Vale do São Francisco como referência para atender às demandas da fruticultura de outras regiões. Ela reforçou o compromisso de transformar as discussões em ações para fortalecer o setor.

Rui Dias, representante da Federação de Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), destacou a importância de organizar a cadeia produtiva e capacitar os jovens. Ele ressaltou o papel do Centro de Excelência em Fruticultura na formação de mão de obra para o campo e para a sucessão familiar.

Centro de Excelência - Na apresentação sobre a atuação dos centros de excelência do Senar, a diretora de Operações da entidade, Monika Bergamaschi, explicou que a instituição conta atualmente com quatro unidades: Fruticultura e Zootecnia, na Bahia; Bovinocultura de Corte, em Mato Grosso do Sul; e Café, em Minas Gerais.

Segundo Monika, o Senar deve inaugurar, no início de 2027, o Centro de Excelência em Cana-de-Açúcar, em São Paulo. Posteriormente, estão previstas as unidades de Bovinocultura de Leite, no Paraná, e de Grãos, em Mato Grosso.

“A ideia dos centros é atender toda a cadeia produtiva, formando profissionais para o futuro”, ressaltou.

A diretora afirmou ainda que os centros dispõem de tecnologias para capacitar profissionais e atender às cadeias produtivas de todo o país. Ela também comentou sobre a inauguração, em 2027, do Senar i, que será mais um espaço da instituição para fomentar a formação na agropecuária brasileira.

A respeito do Centro de Excelência em Fruticultura, o diretor Murillo Alencar Bezerra apresentou o modelo de gestão educacional da unidade, que integra a escuta das demandas da cadeia produtiva, a formação profissional, a implementação de ações, a inovação e a revisão do currículo a partir das experiências no campo.

Ao todo, foram mapeados 12 desafios com a cadeia da fruticultura, que orientaram a organização de 11 frentes em quatro eixos de atuação: sanidade e genética; sustentabilidade produtiva; valor e mercado; e conhecimento e pessoas.

Entre as frentes estão fitossanidade e pragas quarentenárias, melhoramento genético e cultivares, bioinsumos e manejo biológico, polinização e meliponicultura, segurança hídrica e irrigação de precisão e análise de fertilidade dos solos.

O trabalho também abrange diversificação de culturas, pós-colheita e agregação de valor, comercialização e acesso a mercados, formação de mão de obra qualificada e produção, pesquisa e desenvolvimento.

Para 2027, Bezerra afirmou que o centro prevê 775 novas matrículas em 29 turmas. O portfólio apresentado contempla formação profissional rural, qualificação profissional, aprendizagem rural e formação técnica, além de workshops e seminários.

Mercado internacional - Ao final da reunião, o coordenador de Inteligência Comercial e Defesa de Interesses da CNA, Felipe Spaniol, palestrou sobre "Logística para exportação de frutas brasileiras", apontando os principais achados e recomendações para fortalecer a competitividade da uva, melão e banana no mercado internacional.

De acordo com Spaniol, as exportações brasileiras de frutas somaram US$ 1,17 bilhão de janeiro a setembro de 2026, com crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado. Ele também abordou um estudo da CNA sobre a logística de exportação de uva, melão e banana, destacando gargalos na infraestrutura de transporte, na manutenção da cadeia de frio e no atendimento às exigências fitossanitárias.

Em sua fala, o coordenador destacou algumas recomendações para enfrentar esses gargalos, como investimentos em logística e refrigeração, aperfeiçoamento dos processos de exportação e inovação em embalagens e conservação para reduzir perdas e ampliar a competitividade no mercado internacional.

Visitas - A programação da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA durou dois dias e incluiu visitas a propriedades da região, realizadas na quarta (21), para os integrantes conhecerem de perto a produção local.

Eles estiveram nas fazendas Grand Valle, que se destaca na produção de manga, uva e abacate, e Nova Neruda, que produz uva e mirtilo. Além da produção, eles conheceram as histórias das duas empresas e os modelos de packing house das propriedades.

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7