Clima favorável pressiona soja e milho
Na soja, o relatório WASDE de junho apresentou poucas mudanças
Na soja, o relatório WASDE de junho apresentou poucas mudanças - Foto: Canva
Os mercados de soja e milho encerraram a última semana sob pressão, influenciados principalmente pela melhora das condições climáticas nos Estados Unidos e pela percepção de oferta confortável. Segundo a StoneX, os contratos oscilaram em Chicago, mas encontraram pouco espaço para avanços diante do cenário favorável às lavouras norte-americanas e da ampla disponibilidade global.
Na soja, o relatório WASDE de junho apresentou poucas mudanças no quadro mais recente dos Estados Unidos. Os principais ajustes ficaram concentrados na demanda da safra atual, com fortalecimento do esmagamento, apoiado pelo maior consumo de derivados. Em sentido contrário, as exportações perderam competitividade frente ao produto brasileiro, limitando a reação das cotações.
No cenário internacional, os estoques globais de soja registraram leve aumento. O movimento foi sustentado por revisões positivas na produção da América do Sul, reforçando a visão de um balanço abastecido e reduzindo a possibilidade de recuperação mais consistente dos preços no curto prazo.
O milho seguiu trajetória semelhante e também terminou a semana em baixa. As cotações refletiram o clima favorável no Meio-Oeste dos Estados Unidos e o conforto do balanço global. O WASDE confirmou poucas alterações, com mudanças pontuais na demanda e pequeno aumento dos estoques.
A redução do uso de milho para a produção de etanol foi compensada por exportações mais fortes. No mercado global, o avanço da produção na América do Sul e em outros países ampliou a disponibilidade do cereal e manteve pressão sobre os preços. Com isso, soja e milho permaneceram condicionados ao clima norte-americano, ao ritmo da demanda e às perspectivas de oferta nas principais regiões produtoras.