Petróleo mais fraco pressiona óleos vegetais
O relatório WASDE de junho também contribuiu para o movimento de baixa
O relatório WASDE de junho também contribuiu para o movimento de baixa - Foto: United Soybean Board
O mercado de óleos vegetais encerrou a semana sob pressão, em um ambiente marcado pela queda do petróleo e pelas expectativas em torno das relações entre Estados Unidos e Irã. Segundo a StoneX, o desempenho negativo também foi influenciado pela divulgação do relatório WASDE de junho e pela fraqueza observada em mercados concorrentes.
Na semana encerrada em 12 de junho, o contrato de julho do óleo de soja negociado na Bolsa de Chicago acumulou perdas e terminou a sexta-feira cotado a 74,28 centavos de dólar por libra-peso. A queda dos preços do petróleo reduziu o suporte ao segmento, enquanto a perspectiva crescente de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã adicionou pressão às cotações.
O relatório WASDE de junho também contribuiu para o movimento de baixa. Em conjunto, esses fatores limitaram a sustentação dos preços e mantiveram o óleo de soja em trajetória negativa ao longo do período.
O óleo de palma negociado na Bursa acompanhou o cenário e fechou a semana pressionado. O contrato de agosto encerrou a sexta-feira a US$ 1.103,58 por tonelada, com recuo de 1,5% na sessão. O movimento mostrou que a pressão não ficou restrita ao mercado norte-americano e atingiu também outras referências importantes do setor.
Na abertura de segunda-feira, dia 15, o contrato de agosto voltou a cair, chegando a US$ 1.099 por tonelada, baixa de 0,56%. O recuo refletiu a continuidade da fraqueza do petróleo e dos óleos rivais negociados em Chicago e Dalian. Com isso, o mercado iniciou a nova semana ainda condicionado pelo comportamento da energia, pelas expectativas geopolíticas e pelo desempenho das principais bolsas internacionais.