Goiás projeta 10,3 milhões de toneladas de milho
Vietnã impulsiona vendas de milho goiano
Foto: Agrolink
A estimativa para a produção de milho da segunda safra em Goiás foi revisada para baixo em maio e agora é de 10,3 milhões de toneladas, conforme o informativo mensal "Agro em Dados", divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás. A revisão acompanha os dados da Companhia Nacional de Abastecimento e representa uma redução de 18,7%, reflexo do déficit hídrico registrado entre abril e maio. Segundo o boletim, o período coincidiu com fases críticas do desenvolvimento das lavouras, como floração e enchimento de grãos, elevando o risco de perdas na produtividade.
Em contraste, o milho da primeira safra apresentou desempenho positivo no Estado e alcançou a maior produtividade da série histórica, com média de 10,4 toneladas por hectare. O resultado foi favorecido pelas condições climáticas ao longo do ciclo, com chuvas bem distribuídas entre outubro e janeiro, garantindo disponibilidade hídrica para o desenvolvimento das plantas, favorecendo a polinização e o enchimento dos grãos. Até 29 de maio, a colheita havia atingido 90% da área cultivada em Goiás.
No mercado internacional, o grupo Cereais, Farinhas e Preparações ocupou a terceira posição entre os produtos do agronegócio goiano exportados no acumulado de janeiro a abril de 2026, movimentando US$ 154,1 milhões, de acordo com o levantamento da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás. Dentro dessa categoria, os cereais responderam pela maior parcela das vendas externas, tendo o milho como principal produto, com faturamento de US$ 148,7 milhões, equivalente a 96,5% do valor exportado pelo setor no período.
O informativo destaca ainda que, historicamente, os embarques de milho entre fevereiro e junho costumam ser menores devido à oferta mais restrita do cereal. Apesar disso, Goiás registrou crescimento expressivo nas exportações em abril. O faturamento passou de US$ 437,9 mil, com embarque de 2 mil toneladas em abril de 2025, para US$ 1,9 milhão e 8,7 mil toneladas no mesmo mês de 2026. O avanço foi atribuído ao aumento das compras realizadas pelo Vietnã, principal parceiro comercial de Goiás para o produto, que ampliou suas importações em mais de quatro vezes no período.