Goiás deve colher 20,1 milhões de toneladas de soja
Goiás se destaca na produção nacional de soja
Foto: USDA
De acordo com a edição de maio do informativo mensal Agro em Dados, publicado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, a safra de soja 2025/26 em Goiás deve alcançar 20,1 milhões de toneladas, o segundo maior volume da série histórica. A produtividade estimada para o estado é de 3,9 toneladas por hectare, acima da média nacional projetada em 3,7 toneladas por hectare. Segundo o levantamento, o desempenho é resultado dos avanços em manejo e do melhoramento genético, que ampliaram a adaptação da cultura às condições do Cerrado.
O estudo destaca que a região Centro-Oeste responde por quase metade da produção brasileira de soja e que Goiás ocupa posição de destaque nesse cenário. Entre as safras 2016/17 e 2025/26, a produtividade das lavouras goianas avançou 15,6%, contribuindo para um crescimento de 81,7% na produção do grão no período, enquanto a área plantada aumentou 57,2%.
Apesar do desempenho produtivo, a rentabilidade da soja enfrenta desafios diante da queda nos preços da commodity e da elevação dos custos com fertilizantes. Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento, o custo de produção da safra 2025/26 em Rio Verde foi o segundo maior da história, estimado em R$ 5.602,89 por hectare, abaixo apenas do registrado no ciclo 2023/24.
Naquele período, porém, a cotação média da soja era de R$ 150,70 por saca, acima do valor observado na atual temporada. Segundo o informativo Agro em Dados, o cenário reforça a necessidade de gestão eficiente nas propriedades rurais e da adoção de estratégias diversificadas de comercialização para reduzir riscos e preservar a sustentabilidade econômica da atividade.
A colheita da soja em Goiás foi concluída na última semana de abril. No Brasil, até 1º de maio de 2026, 94,7% da área cultivada já havia sido colhida. O avanço da colheita ampliou a oferta do grão no mercado, mas as cotações permaneceram relativamente estáveis entre fevereiro e abril, sustentadas pela demanda aquecida dos derivados da oleaginosa.
Ainda segundo o levantamento, o valor pago pela tonelada do óleo de soja exportado no primeiro trimestre de 2026 apresentou alta em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço foi de 10,6% no Brasil e de 9,9% em Goiás.