Suíno exige cautela após queda forte de preços
Exportações crescem, mas mercado interno não absorve aumento da oferta
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A suinocultura entrou em sinal de alerta após a forte queda dos preços em abril. Segundo dados divulgados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, o suíno vivo em São Paulo recuou para R$ 5,40 por quilo, menor nível desde 2022.
A queda de 18% entre o início e o fim do mês pressionou diretamente as margens. O spread da atividade ficou negativo pela primeira vez em 35 meses.
O ajuste foi provocado principalmente pelo excesso de oferta no mercado doméstico. Dados preliminares indicam aumento de 5% nos abates sob inspeção federal no primeiro trimestre.
A demanda interna não acompanhou o mesmo ritmo. Com maior disponibilidade de carne, os preços precisaram ceder para estimular escoamento.
As exportações ajudaram a reduzir parte da pressão. Em abril, os embarques somaram cerca de 121 mil toneladas, avanço de 9,7% frente a abril de 2025.
Mesmo com vendas externas firmes, a recomendação implícita do cenário é de cautela. Custos de ração ainda controlados ajudam, mas qualquer alta de milho ou farelo pode agravar margens já apertadas.