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Além do recorde produtivo: o que há em comum entre os sistemas campeões do CESB

Cinco pontos em comum entre os vencedores


Foto: Divulgação

Os novos recordes de produtividade registrados no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja (CESB) chamaram atenção pelos números. Mas, para além das marcas históricas alcançadas, os sistemas campeões revelam uma tendência cada vez mais evidente na agricultura brasileira: a alta produtividade é resultado da integração de tecnologias, da qualidade do manejo e de decisões agronômicas tomadas ao longo de todo o ciclo da cultura.

Essa é a avaliação da equipe técnica da ICL, que analisou os sistemas vencedores da safra 2025/26. Na categoria Sequeiro (Sul – Nacional), o produtor Lourival Ruthes, de Major Vieira (SC), alcançou 156,13 sacas por hectare. Já na categoria Irrigado (Nacional), Luís Fernando Benaglia de Oliveira, de Mundo Novo (GO), obteve 138,97 sacas por hectare. Os resultados superam em mais de 130% a média nacional estimada pela Conab, de cerca de 60 sacas por hectare.

"Quando observamos os campeões, percebemos que não existe um fator isolado capaz de explicar esses resultados. O que faz diferença é a consistência do sistema produtivo. A produtividade elevada nasce da soma de decisões corretas, tomadas antes do plantio e ajustadas continuamente durante todo o desenvolvimento da cultura", afirma João Pascoalino, gerente de Serviços Digitais da ICL.

Cinco pontos em comum entre os vencedores

Nesta leitura técnica, a ICL identificou elementos recorrentes nos dois sistemas vencedores. O primeiro deles é a construção da fertilidade do solo. Ambos os produtores investem continuamente em correção química, equilíbrio nutricional e melhoria do ambiente radicular, criando condições para que as plantas explorem melhor o perfil do solo e utilizem os nutrientes com maior eficiência, garantindo maior resiliência da lavoura, em outras palavras, a famosa estabilidade produtiva.

Outro aspecto comum é a escolha de cultivares com alto potencial produtivo, sempre associadas a ambientes bem manejados. Genética e manejo caminham juntos para expressar o máximo desempenho.

Os programas fitossanitários também se destacam pela intensidade e pelo planejamento, com proteção constante contra doenças, insetos e plantas daninhas ao longo de todo o ciclo.

A integração de soluções biológicas aparece como outro fator importante. Inoculantes, microrganismos promotores de crescimento e tecnologias voltadas ao fortalecimento da fixação biológica de nitrogênio fizeram parte dos sistemas avaliados, juntamente com soluções da ICL para tratamento de sementes, biológicos e manejo nutricional que atuam na maior eficiência do aproveitamento do nitrogênio e outros recursos chaves para crescimento e desenvolvimento da cultura.

"O uso de biológicos deixou de ser uma ferramenta complementar. Hoje ele faz parte da construção de um sistema mais eficiente, capaz de aumentar o aproveitamento dos nutrientes e melhorar a resposta da planta ao ambiente", explica Pascoalino. "Durante décadas, a agricultura evoluiu impulsionada por grandes alavancas como genética, máquinas e insumos. Agora, entramos em uma nova era em que a próxima fronteira de produtividade está na inteligência aplicada ao sistema — na capacidade de integrar solo, planta, nutrição e biologia de forma estratégica. Quem quiser romper a barreira das 150 sacas terá que sair da lógica de ganhos isolados e dominar essa orquestração no campo, porque é isso que vai definir o novo teto produtivo", complementa o engenheiro agrônomo.

Nutrição contínua substitui intervenções pontuais

Entre todos os fatores observados, um chamou a atenção da equipe técnica da ICL: a frequência do manejo nutricional. Nos dois sistemas campeões, a nutrição esteve presente durante praticamente todo o ciclo da soja, com aplicações planejadas de acordo com cada fase fisiológica da planta. Soluções da ICL para correção e adubação do solo, condicionadores de solo, tratamento de sementes, biológicos, fisioativadores e nutrição foliar foram utilizadas de forma complementar, compondo programas contínuos em vez de aplicações isoladas. "Quando elevamos o nível produtivo, não existe mais espaço para decisões tardias. É preciso monitorar continuamente e ajustar o manejo conforme a necessidade da lavoura", afirma Pascoalino.

Outro diferencial observado nos sistemas analisados foi o uso crescente de ferramentas de diagnóstico para apoiar as decisões agronômicas. Entre elas está NutroScan, tecnologia de diagnóstico foliar em tempo real utilizado nesta safra, permitindo ajustes nutricionais durante o desenvolvimento da cultura. "À medida que os tetos produtivos aumentam, a velocidade da tomada de decisão passa a ser tão importante quanto a decisão em si. O produtor deixa de trabalhar apenas com recomendações gerais e passa a manejar cada área de forma muito mais precisa", comenta.

Uma tendência para a sojicultura brasileira

Para a ICL, que inscreveu os dois campeões no concurso, os novos recordes do CESB representam mais do que uma conquista individual dos produtores. Eles mostram que o aumento do potencial produtivo da soja brasileira está diretamente ligado à adoção de sistemas cada vez mais integrados, baseados em conhecimento técnico, monitoramento contínuo e decisões orientadas por dados.

"Os campeões mostram que produtividade não é consequência de um único insumo. Ela é resultado da capacidade de integrar genética, solo, biologia, proteção e nutrição em um único sistema. É essa visão de manejo que tende a definir os próximos avanços da sojicultura brasileira", conclui Pascoalino.

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