Milho cai, mas safrinha define mercado
Chegada da segunda safra pode limitar altas
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O milho também fechou a primeira semana de junho em baixa na Bolsa de Chicago, acompanhando o movimento das demais commodities agrícolas. O primeiro mês cotado encerrou a quinta-feira (4) a US$ 4,23 por bushel, menor patamar desde 21 de janeiro de 2026, segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA.
Uma semana antes, o cereal era cotado a US$ 4,55 por bushel. A queda foi atribuída ao clima positivo nos Estados Unidos e ao avanço do plantio, que chegou a 93% da área esperada até 31 de maio, ligeiramente acima da média de 92%. Do total semeado, 76% das lavouras já haviam germinado, e 67% estavam entre boas e excelentes.
As exportações norte-americanas somaram 883 mil toneladas na semana encerrada em 28 de maio, com o Japão como principal destino. Ainda assim, o mercado internacional manteve foco nas condições climáticas e nos próximos relatórios de oferta, demanda e área semeada.
No Brasil, o cenário é diferente. Os preços ainda mantêm viés de alta, mas em ritmo lento. De acordo com levantamento da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA, as principais praças gaúchas registraram R$ 58,00 por saca, enquanto no restante do país os valores oscilaram entre R$ 42,00 e R$ 61,00 por saca.
A entrada da safrinha, porém, tende a alterar o comportamento do mercado. Até 28 de maio, a colheita havia alcançado 2,4% da área no Centro-Sul, com Mato Grosso à frente dos trabalhos. A expectativa é de 52,6 milhões de toneladas no estado e 106 milhões de toneladas na safrinha nacional.
As exportações brasileiras de milho somaram 250.449 toneladas em maio, alta de 543% sobre o mesmo mês do ano anterior. Apesar do avanço no volume, o valor médio da tonelada embarcada caiu 42,9%, de US$ 467,10 em maio de 2025 para US$ 266,60 em maio de 2026.
Com a colheita ganhando ritmo, o mercado interno deve monitorar a entrada de oferta nova. Mesmo com estimativas menores em algumas regiões, a tendência apontada pela análise é de pressão sobre os preços no país.