Soja recua em Chicago e pressiona preços no Brasil
Soja encerrou a primeira semana de junho em queda
Foto: Expodireto Cotrijal
Clima favorável nos Estados Unidos e avanço do plantio derrubaram as cotações internacionais, enquanto negócios seguem travados no mercado brasileiro.
A soja encerrou a primeira semana de junho em queda na Bolsa de Chicago, pressionada pelo bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos. No Brasil, o recuo externo e o câmbio próximo de R$ 5,06 voltaram a pesar sobre as cotações, segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA.
O bushel da oleaginosa para o primeiro mês cotado fechou a quinta-feira (4) a US$ 11,28, o menor valor desde 11 de fevereiro de 2026. Uma semana antes, a cotação estava em US$ 11,94, o que representa queda de 5,5% em cinco dias úteis.
A pressão também atingiu os derivados. O farelo de soja caiu para US$ 313,50 por tonelada curta, recuo de 6,2% na semana. O óleo, que havia alcançado 79,09 centavos de dólar por libra-peso em 1º de junho, voltou a 76,41 três dias depois.
O movimento foi influenciado pelo avanço da safra norte-americana. De acordo com levantamento da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA, até 31 de maio, 87% da área prevista para soja nos Estados Unidos já havia sido semeada, contra 80% da média histórica. Além disso, 66% das lavouras estavam em condições entre boas e excelentes.
No Brasil, as principais praças gaúchas registraram R$ 113,00 por saca. No restante do país, os preços variaram entre R$ 101,00 e R$ 115,00 por saca. Os negócios seguem lentos, com produtores retendo o produto à espera de melhores valores, enquanto os prêmios continuam pressionados para baixo.
A atenção do mercado agora se volta para o relatório de 30 de junho, que indicará a área efetivamente semeada com soja nos Estados Unidos. Até lá, o clima norte-americano deve seguir como principal fator de influência sobre Chicago.