Superávit comercial cresce 149% em julho
Exportações acumulam alta de 11,8% em 2026
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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou nesta segunda-feira (6) os resultados da balança comercial referentes à primeira semana de julho de 2026. Na comparação com o mesmo período de julho de 2025, as exportações cresceram 40,6% e somaram US$ 5,89 bilhões, enquanto as importações aumentaram 10,4%, totalizando US$ 3,62 bilhões. Com isso, o saldo da balança comercial alcançou superávit de US$ 2,27 bilhões, alta de 149%, e a corrente de comércio avançou 27,3%, chegando a US$ 9,51 bilhões.
No acumulado de janeiro até a primeira semana de julho de 2026, as exportações brasileiras atingiram US$ 190,66 bilhões, crescimento de 11,8% em relação ao mesmo intervalo de 2025. As importações somaram US$ 146,03 bilhões, avanço de 5,4%. O resultado elevou o superávit comercial para US$ 44,63 bilhões, aumento de 39,2%, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 336,70 bilhões, alta de 8,9%.
Nas exportações da primeira semana de julho, a agropecuária registrou crescimento de 1,5%, com embarques de US$ 950 milhões. A indústria extrativa apresentou alta de 81,7%, chegando a US$ 1,76 bilhão, e a indústria de transformação avançou 39,4%, totalizando US$ 3,17 bilhões. O desempenho conjunto dos três setores sustentou a expansão das vendas externas.
Entre os produtos que mais contribuíram para esse resultado estão o café não torrado, com aumento de 13,6%, a soja, que cresceu 1,3%, e o algodão em bruto, cuja alta foi de 90,5%, na agropecuária. Na indústria extrativa, destacaram-se as vendas de minério de Ferro e seus concentrados, com crescimento de 8,7%, minérios de Cobre e seus concentrados, que avançaram 50,4%, e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, com aumento de 134,5%. Já na indústria de transformação, o crescimento foi impulsionado pelas exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, que subiram 43,9%, óleos combustíveis de petróleo, com alta de 243,6%, e ouro não monetário, que avançou 148,3%.
Apesar do resultado positivo, alguns produtos registraram queda nas exportações. Na agropecuária, houve retração nas vendas de arroz com casca, milho não moído, exceto milho doce, e especiarias. Na indústria extrativa, recuaram as exportações de fertilizantes brutos e de minérios de níquel e seus concentrados. Na indústria de transformação, diminuíram os embarques de açúcares e melaços, produtos semiacabados de Ferro ou aço e tubos e perfis ocos de Ferro ou aço.
As importações também apresentaram crescimento na primeira semana de julho. A agropecuária avançou 15%, com compras de US$ 70 milhões, enquanto a indústria extrativa cresceu 86,6%, alcançando US$ 250 milhões. A indústria de transformação registrou alta de 7,4%, somando US$ 3,29 bilhões, desempenho que sustentou o aumento das importações brasileiras.
O crescimento das compras externas foi impulsionado pela maior importação de trigo e centeio, cevada e milho não moído na agropecuária. Na indústria extrativa, destacaram-se as aquisições de pedra, areia e cascalho, outros minérios e concentrados de metais de base e óleos brutos de petróleo. Já na indústria de transformação, aumentaram as compras de adubos e fertilizantes químicos, máquinas de processamento automático de dados e válvulas, tubos termiônicos, diodos e transistores.
Por outro lado, alguns produtos registraram redução nas importações. Entre eles estão pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado, soja e látex na agropecuária. Na indústria extrativa, caíram as compras de fertilizantes brutos, pirites de ferro não torrados e carvão. Na indústria de transformação, diminuíram as importações de medicamentos, inseticidas e motores e máquinas não elétricos.