Alta da soja é impulsionada por derivados
No Brasil, o cenário é marcado por contrastes regionais
No Brasil, o cenário é marcado por contrastes regionais - Foto: Leonardo Gottems
O mercado da soja registrou valorização nesta segunda-feira, sustentado principalmente pelo desempenho positivo dos derivados e por fatores externos que influenciaram as negociações internacionais.
Segundo análise da TF Agroeconômica , os contratos em Chicago encerraram o dia em alta superior a 1%, com o vencimento de maio cotado a US$ 11,77 por bushel. O movimento foi impulsionado pelo avanço do farelo, que reagiu após a União Europeia identificar traços de um evento transgênico não autorizado em cargas argentinas, gerando maior procura por contratos na bolsa. O óleo de soja também contribuiu, acompanhando a valorização do petróleo e a demanda aquecida por biodiesel nos Estados Unidos.
No Brasil, o cenário é marcado por contrastes regionais. No Rio Grande do Sul, a colheita alcança 68% da área, com produção estimada em 20,2 milhões de toneladas, abaixo do potencial inicial devido à irregularidade climática. Em Santa Catarina, a produção de 3,1 milhões de toneladas se mantém dentro do esperado, com expansão da segunda safra como estratégia de diversificação.
O Paraná caminha para safra recorde de 22 milhões de toneladas, mas enfrenta limitações estruturais, como déficit de armazenagem e impacto cambial, que reduzem a rentabilidade. Situação semelhante ocorre no Mato Grosso do Sul, onde a colheita praticamente encerrada convive com custos logísticos elevados e falta de capacidade de estocagem.
Já o Mato Grosso consolida produção de 49,6 milhões de toneladas, com atenção voltada ao escoamento e ao aumento dos custos para a próxima safra, estimados em alta de 15%. O conjunto desses fatores mantém o mercado atento tanto às condições externas quanto aos desafios internos de logística e comercialização.