Consultoria recomenda cautela nas vendas de milho
A projeção da safra norte-americana subiu para 407,28 milhões de toneladas
A projeção da safra norte-americana subiu para 407,28 milhões de toneladas - Foto: Pixabay
O mercado de milho deve seguir pressionado no curto prazo, exigindo cautela na comercialização e atenção aos custos de cada operação. Segundo análise da TF Agroeconômica sobre o relatório do USDA, a elevação das projeções de produção e estoques nos Estados Unidos reforça o cenário de baixa dos preços.
A projeção da safra norte-americana subiu para 407,28 milhões de toneladas, com estoques finais de 46,97 milhões. As vendas acumuladas dos EUA até 1º de outubro ficaram 34% abaixo das registradas no mesmo período de 2025. Em Chicago, o contrato indicado recuou para US$ 4,796 por bushel, e o indicador brasileiro ficou próximo de R$ 67,30 por saca.
Diante desse quadro, a consultoria recomenda que agricultores calculem o preço mínimo de venda, incluindo produção, armazenagem, financiamento e transporte, e realizem negociações escalonadas sempre que houver margem. Também orienta avaliar instrumentos de proteção de preços e o custo de manter estoques.
Para cooperativas, a indicação é distribuir as vendas ao longo do tempo, conforme a necessidade de caixa dos associados, sem concentrar grandes volumes em uma única operação. Cerealistas devem adequar as compras ao capital disponível, rever margens e evitar posições especulativas elevadas.
As indústrias de etanol e ração podem aproveitar recuos para contratar matéria-prima gradualmente, observando custos, capacidade de armazenagem e alternativas de fornecimento. Já os exportadores precisam acompanhar câmbio, fretes, prêmios e disponibilidade nos portos, evitando compromissos sem cobertura de preço, câmbio e logística.
Na avaliação da TF Agroeconômica, a gestão de risco e a disciplina comercial são essenciais enquanto a oferta elevada dos Estados Unidos mantiver a pressão sobre os preços.