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Centro gigante muda o jogo do algodão na Bahia

“Este investimento garante ainda mais precisão e confiabilidade na classificação"


“Este investimento garante ainda mais precisão e confiabilidade na classificação da fibra" “Este investimento garante ainda mais precisão e confiabilidade na classificação da fibra" - Foto: Canva

A ampliação da estrutura de análise de fibras busca reforçar a qualidade, a rastreabilidade e a competitividade do algodão produzido no Matopiba. A nova unidade foi inaugurada nesta segunda-feira (8), durante a Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), com capacidade ampliada para atender à demanda da cotonicultura regional.

A Associação Baiana dos Produtores de Algodão inaugurou o novo Centro de Análise de Fibras com 5,2 mil metros quadrados de área construída. O laboratório recebeu cerca de R$ 120 milhões em investimentos ao longo dos anos e, segundo a entidade, é o maior da América Latina. A expectativa é processar cinco milhões de amostras nesta safra, com operação de junho a dezembro.

A cerimônia contou com a presença do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, além de representantes da Abrapa, Ampa, Aiba, autoridades estaduais e municipais, lideranças do setor produtivo e da cadeia têxtil. No mesmo evento, foi aberta a Passarela do Saber, um túnel imersivo que apresenta de forma virtual o ciclo da pluma, da colheita à classificação.

“Este investimento garante ainda mais precisão e confiabilidade na classificação da fibra, oferecendo segurança para produtores e compradores. Quando um importador adquire o algodão brasileiro, ele sabe exatamente a qualidade que receberá. A transação comercial começa aqui, nos resultados gerados por este laboratório”, destacou a a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa.

Com a ampliação, o Centro passou a operar com 16 equipamentos HVI, sendo 12 Uster HVI-1000 e quatro HVI Automic Q Pro. Outros três equipamentos Q Pro já foram adquiridos e devem chegar em agosto. A capacidade subiu de 34 mil para 40 mil amostras por dia e poderá atingir 70 mil análises diárias com a instalação futura de mais máquinas.

O laboratório é responsável pela classificação do algodão produzido na Bahia, Tocantins, Maranhão e Piauí. Na safra 2024/2025, certificou cerca de 3,5 milhões dos 6,7 milhões de fardos analisados pelo Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro, com taxa de confiabilidade de 99,85%. A nova sede também deve avançar no processo de acreditação formal, considerado mais um passo para consolidar a credibilidade internacional da fibra baiana.
 

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