Super El Niño pressiona adaptação no campo
As propostas incluem a expansão do plantio direto
As propostas incluem a expansão do plantio direto - Foto: NOAA
A previsão de um Super El Niño reforça a necessidade de acelerar medidas de adaptação climática no campo, diante do risco de aumento de ondas de calor, secas e chuvas intensas. Entre as prioridades estão a adoção de boas práticas produtivas, a recuperação de áreas degradadas e o fortalecimento do crédito, do seguro rural e da assistência técnica.
Segundo a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, uma análise da Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos Estados Unidos indica 81% de chance de o El Niño se tornar muito forte entre outubro e dezembro. Para a entidade, o cenário exige políticas capazes de reduzir vulnerabilidades e ampliar a previsibilidade para os produtores.
As propostas incluem a expansão do plantio direto, do uso de bioinsumos e de sistemas integrados, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. A Coalizão também defende que a conservação e o manejo adequado da terra sejam tratados como ativos econômicos ligados à produtividade.
O documento destaca ainda a importância da agricultura regenerativa, de baixo carbono e da conservação do solo para aumentar a resiliência da produção, além da regularização ambiental e da integração da vegetação nativa aos sistemas produtivos.
“É preciso produzir mais e melhor, o que passa obrigatoriamente pela adoção de práticas de agricultura regenerativa, de baixo carbono e de conservação do solo para criar resiliência diante da irregularidade climática. É importante ressaltar que a agropecuária brasileira contribui para a segurança alimentar de mais de 1 bilhão de pessoas no planeta; garantir a nossa capacidade de adaptação é assegurar o abastecimento de quase 20% da população mundial”, alerta Rodrigo Castro, membro do Grupo Estratégico da Coalizão e diretor de País da Fundação Solidaridad.