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Soja e milho puxam alta nas exportações

Fretes sobem com avanço da colheita


Foto: Divulgação

As exportações brasileiras de soja e milho avançaram no primeiro trimestre de 2026, impulsionadas pelo andamento da colheita e pela demanda externa. De acordo com o Boletim Logístico de abril divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento, os embarques de soja cresceram cerca de 5,92% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o milho registrou aumento de aproximadamente 15,25%. A colheita da oleaginosa já alcança 88,1% da área, e a primeira safra de milho supera metade da área plantada.

O levantamento aponta que as regiões Centro-Oeste e Sul lideraram os envios ao exterior, com destaque para Mato Grosso. No caso da soja, o Arco Norte respondeu por 39% dos embarques no trimestre, seguido pelos portos de Santos, em São Paulo, com 36,2%, e de Paranaguá, no Paraná, com 18,3%. Para o milho, o Arco Norte também concentrou a maior participação, com 34,9%, seguido por Santos, com 29,1%, e pelo porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, com 16%.

O aumento no volume transportado foi acompanhado por elevação nos custos de frete em diversas rotas monitoradas pela Conab. No Centro-Oeste, Goiás apresentou alta de até 35% nos valores, especialmente nas rotas com origem em Cristalina. “Apesar das oscilações nos preços dos combustíveis, é preciso considerar o bom desempenho produtivo da soja e o volume de carga no contexto da pressão logística”, afirma Thomé Guth.

Em Mato Grosso, o avanço da colheita no Vale do Araguaia manteve a valorização do transporte, com alta de até 10%, índice semelhante ao observado em Mato Grosso do Sul. No Distrito Federal, os fretes subiram até 12%, acompanhando o fluxo de escoamento da produção.

No Paraná, os custos foram influenciados por combustíveis e limitações operacionais, com aumento de até 11% na região de Ponta Grossa. Em São Paulo, os fretes registraram elevação de até 30% frente a março, enquanto em Minas Gerais a variação ficou abaixo de 10%. No transporte de café, houve aquecimento nas rotas com destino ao sul mineiro.

O deslocamento de transportadores para o Centro-Oeste também impactou o Nordeste, com elevação nos preços. No oeste da Bahia, região produtora de soja, os fretes subiram até 19%. No Maranhão, as tarifas aumentaram até 23%, com destaque para o sul do estado. No Piauí, os preços apresentaram maior estabilidade, com variação máxima de 8%.

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