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Palmito pupunha amplia renda e oportunidades em Minas Gerais

Programa oferece orientações sobre produção de mudas


Foto: Divulgação

A produção de palmito pupunha vem ganhando espaço no Vale do Rio Doce como opção de diversificação e geração de renda para agricultores familiares. A expansão da cultura foi impulsionada pelo Programa ATeG. Um dos exemplos é o produtor Jacinto Rodrigues de Oliveira, de 85 anos, proprietário do sítio Rancho Bethel, em Entre Folhas. Atendido pelo ATeG entre 2021 e 2023, ele aperfeiçoou o manejo da cultura e ampliou a produção. “Aprendi que a planta precisa de atenção e manejo correto. Quanto mais cuidado você tem, melhor ela responde”, afirma.

Segundo a técnica de campo Leila Sampaio, o programa oferece orientações sobre produção de mudas, irrigação, adubação, controle de pragas e gestão da propriedade. “A organização gerencial faz toda a diferença para o sucesso da atividade”, destaca.

Entre as vantagens do palmito pupunha, estão a colheita precoce, cerca de um ano e meio após o plantio, a produção contínua de perfilhos e a flexibilidade na comercialização. “O produtor pode aguardar o melhor momento para vender sem perder a produção”, explica.

Dados mais recentes do IBGE mostram o potencial da atividade. Em 2024, Minas Gerais produziu 3.080 toneladas de palmito em 453 hectares, alcançando produtividade média de 6.799 Kg por hectare, quase o dobro da média nacional.

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