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Grãos oscilam com clima e geopolítica

Na soja, os preços encerraram de forma mista


Na soja, os preços encerraram de forma mista Na soja, os preços encerraram de forma mista - Foto: Bing

A volatilidade voltou a marcar o mercado global de grãos, em uma semana influenciada por fatores geopolíticos, condições climáticas e novas projeções para a safra norte-americana. Segundo a StoneX, o noticiário no Oriente Médio manteve elevada a percepção de risco, especialmente pela continuidade das restrições logísticas no Golfo Pérsico, enquanto o mercado acompanhou a divulgação do relatório WASDE de maio.

Na soja, os preços encerraram de forma mista, refletindo a combinação entre pressão baixista ligada à melhora climática em parte das regiões produtoras e sustentação gerada por áreas dos Estados Unidos que ainda enfrentam seca. O relatório WASDE trouxe as primeiras projeções oficiais para a nova safra norte-americana, o que manteve os agentes em compasso de espera ao longo da semana.

Outro ponto de atenção foi o encontro entre Trump e Xi Jinping, que adicionou cautela ao mercado diante da possibilidade de ajustes no fluxo comercial entre Estados Unidos e China. Apesar do bom ritmo recente das compras chinesas, a StoneX avalia que preços elevados da soja americana, ampla oferta sul-americana e estoques confortáveis na China podem limitar novos avanços. Com isso, o mercado segue sensível a qualquer sinalização diplomática ou de demanda.

No milho, as cotações apresentaram ligeiras perdas, também em meio à volatilidade externa e ao avanço do plantio nos Estados Unidos. As condições mais favoráveis no Meio-Oeste pressionaram os preços, mas a permanência de áreas sob estresse hídrico mantém o clima como fator de suporte no médio prazo.

O WASDE também ganhou relevância para o cereal ao apresentar as primeiras estimativas da próxima safra. Nesse caso, a demanda segue aquecida, com destaque para exportações e uso industrial. Diferentemente da soja, o milho norte-americano permanece competitivo no mercado internacional, o que amplia a expectativa por possíveis compras chinesas. A China tem se mostrado mais ativa no mercado global após problemas de qualidade em sua produção doméstica, e qualquer sinalização de reforço no comércio bilateral pode provocar reação positiva nos preços.
 

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