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Choque do Irã pressiona inflação e freia a Europa

O estudo destaca ainda que medidas de apoio dos governos podem aliviar


O estudo destaca ainda que medidas de apoio dos governos podem aliviar O estudo destaca ainda que medidas de apoio dos governos podem aliviar - Foto: Pixabay

A escalada do conflito no Irã tende a produzir um choque de estagflação na zona do euro, ao mesmo tempo em que pressiona a inflação e reduz o ritmo de crescimento econômico. Segundo análise do Rabobank, esse impacto não será uniforme entre os países do bloco e deve atingir com mais força economias como Itália e Alemanha, enquanto França e Espanha aparecem em posição relativamente menos vulnerável.

O avanço dos preços de energia é apontado como um dos principais canais de transmissão dessa pressão. O repasse varia de acordo com a composição da matriz energética e com os regimes de formação de preços em cada país. Nesse quadro, a Itália surge como a mais sensível entre os grandes mercados, já que os preços da eletricidade no país têm maior exposição ao gás. A Alemanha também enfrenta um quadro mais delicado, combinando pressão inflacionária mais intensa com efeito mais pesado sobre a atividade.

Na outra ponta, a França tende a sofrer menos com esse choque por causa da base nuclear de sua matriz, que reduz a vulnerabilidade às oscilações do gás. A Espanha também aparece como uma das economias mais resilientes no cenário desenhado pela análise, beneficiada por fatores estruturais que ajudam a limitar o impacto sobre o Produto Interno Bruto.

O estudo destaca ainda que medidas de apoio dos governos podem aliviar parte da pressão, mas de forma apenas temporária e parcial. Além de não eliminarem o problema, essas ações trazem custos fiscais, o que limita sua capacidade de compensar integralmente os efeitos da alta de energia e da desaceleração econômica.

No balanço geral, o conflito no Irã reforça um cenário adverso para a zona do euro, com inflação mais alta, crescimento mais fraco e diferenças importantes entre os países. Entre as maiores economias, Itália e Alemanha aparecem como as mais expostas, enquanto França e Espanha mostram maior capacidade de absorver o choque.
 

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