Fixação biológica reduz custo na soja
Na simulação de preços, a tonelada de ureia aparece cotada a R$ 2.140,81
Na simulação de preços, a tonelada de ureia aparece cotada a R$ 2.140,81 - Foto: Canva
A fixação biológica de Nitrogênio ajuda a explicar por que a soja consegue manter produtividade elevada sem depender integralmente da adubação mineral. A fonte das informações é Fernando Souza, engenheiro agrônomo, com base em material elaborado pela Ag4study.
A relação econômica apresentada parte de uma estimativa: para cada 1.000 quilos de soja, a cultura precisa de 80 quilos de nitrogênio. Em uma produtividade de 3.697 quilos por hectare, a necessidade total chega a 295,76 quilos de nitrogênio por hectare. Desse volume, 15 quilos por hectare seriam disponibilizados pelo solo, considerando a matéria orgânica, reduzindo a demanda para 280,76 quilos por hectare.
Como a eficiência do fertilizante nitrogenado foi considerada em 50%, a necessidade efetiva dobraria, chegando a 561,52 quilos de nitrogênio por hectare. Usando a ureia como exemplo, com 45 quilos de nitrogênio a cada 100 quilos do produto, seriam necessários 1.248 quilos de ureia por hectare para atender essa demanda.
Na simulação de preços, a tonelada de ureia aparece cotada a R$ 2.140,81. Com uma necessidade próxima de 1,25 tonelada por hectare, o custo estimado chegaria a R$ 2.672 por hectare. O cálculo é comparado ao custo de uma dose de Bradyrhizobium, indicada em R$ 5,00, reforçando o peso econômico da inoculação.
A análise questiona a viabilidade do cultivo sem a atuação eficiente do Bradyrhizobium e se o produtor conseguiria absorver conta desse tamanho apenas com fertilizante mineral. O material atribui esse avanço ao mérito da ciência brasileira, que investiu em cepas elites com desempenho em campo e observou esse ponto junto ao melhoramento de plantas, em contraste com o exemplo citado dos Estados Unidos. Também reconhece o papel dos produtores, que adotaram a tecnologia ao observar resultados.