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Soja avança com apoio do farelo em Chicago

O contrato de maio subiu 0,14%, para US$ 12,1525 por bushel


O contrato de maio subiu 0,14%, para US$ 12,1525 por bushel O contrato de maio subiu 0,14%, para US$ 12,1525 por bushel - Foto: Nadia Borges

O mercado da soja encerrou a quarta-feira com ganhos moderados em Chicago, sustentado principalmente pela valorização do farelo e por expectativas ligadas ao comércio internacional. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos da oleaginosa na CBOT fecharam em alta, enquanto o farelo avançou mais de 3%, em um movimento associado à substituição na ração animal diante de projeções menores para as safras de milho e trigo.

O contrato de maio subiu 0,14%, para US$ 12,1525 por bushel, e o de julho avançou 0,18%, para US$ 12,29 por bushel. O farelo de soja para julho fechou a US$ 338,50 por tonelada curta, com alta de 3,08%, enquanto o óleo recuou 1,38%, a US$ 74,32. A expectativa em torno da reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, com presença do CEO da Cargill em Pequim, também adicionou suporte às cotações.

No Brasil, a ANEC elevou a projeção de exportações de maio para 15,99 milhões de toneladas, reforçando o ritmo do fluxo logístico nacional. No Rio Grande do Sul, a colheita alcançou 79% da área, mas o excesso de umidade desacelera os trabalhos e amplia descontos por impurezas e grãos avariados. O porto de Rio Grande chegou a R$ 131,00, enquanto cerca de 70% da produção segue sem preço fixado.

Em Santa Catarina, o mercado físico teve estabilidade em Palma Sola e Rio do Sul, com o porto de São Francisco cotado a R$ 130,00. A alta ocupação das cooperativas mantém o uso de silo bolsa como alternativa para preservar a qualidade dos grãos até o embarque ou processamento.

No Paraná, Paranaguá avançou para R$ 130,55, mas praças do interior sentiram pressão da oferta e dos custos logísticos. Em Mato Grosso do Sul, o superávit comercial de abril chegou a US$ 958,4 milhões, apesar da queda de 22,4% na produtividade. Em Mato Grosso, a safra recorde de 51,56 milhões de toneladas convive com exportações menores, déficit de armazenagem e fretes elevados.
 

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