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Mercado do milho entra em semana decisiva

Mercado acompanha WASDE e safra brasileira


Foto: Agrolink

O mercado do milho inicia a semana atento à divulgação do relatório WASDE, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para quinta-feira (11). De acordo com a análise “Direto do Campo”, da Grainsights produzida pela Grão Direto e divulgada nesta segunda-feira (8), o relatório poderá ser determinante para consolidar as estimativas da segunda safra brasileira e influenciar o comportamento dos preços nos mercados nacional e internacional.

Segundo a Grainsights, o mercado aguarda possíveis revisões nas projeções de produção, o que pode provocar movimentos expressivos nos contratos futuros negociados na B3 e na Bolsa de Chicago (CBOT). “Novamente, a semana será decisiva para consolidar o tamanho da safrinha brasileira com a divulgação do relatório WASDE na quinta-feira (11/06). O mercado aguarda revisões na estimativa de produção. É provável uma semana de grande volatilidade para os contratos futuros negociados na B3 e na CBOT”, aponta a análise.

O avanço da colheita no Centro-Sul do Brasil segue como o principal fator de pressão sobre os preços no curto prazo. Mato Grosso lidera os trabalhos de campo, enquanto o Paraná acelera a retirada dos grãos à medida que as condições de umidade favorecem a operação das máquinas. A entrada gradual desse novo volume no mercado amplia a oferta disponível e reduz a necessidade de compras imediatas por parte da indústria.

A análise destaca que esse cenário permite aos compradores atuarem de forma escalonada, sem necessidade de antecipar aquisições. “A entrada progressiva desse novo volume físico no mercado tende a manter os compradores domésticos confortáveis, permitindo que as indústrias operem com compras escalonadas e sem pressa. É esperado que a pressão sazonal de oferta deve manter os preços físicos do cereal testando patamares de suporte entre junho e julho”, informa a Grainsights.

As condições climáticas também permanecem no radar dos agentes do mercado. Conforme a análise, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica temperaturas acima da média histórica e chuvas irregulares na região central do país ao longo de junho, cenário que pode influenciar o desempenho final das lavouras.

Enquanto áreas do norte de Mato Grosso do Sul e do Paraná apresentam boas condições de desenvolvimento, regiões de Minas Gerais, Goiás e do norte de São Paulo contabilizam perdas provocadas pela estiagem durante a fase de enchimento dos grãos. “O estresse térmico em lavouras tardias e a possibilidade de geadas nas áreas mais altas do Sul servem como contrapeso que impede quedas mais fortes na B3”, ressalta a análise.

No cenário econômico, a abertura da Copa do Mundo de 2026 ocorre em meio à valorização do dólar frente ao real, movimento impulsionado pelos resultados do mercado de trabalho norte-americano. Segundo a Grainsights, a alta da moeda norte-americana aumenta a competitividade das exportações brasileiras de grãos, embora ocorra simultaneamente à elevação das expectativas para os juros internos.

A análise também observa que o Boletim Focus desta segunda-feira elevou a projeção da taxa Selic para 2026 para 13,50% ao ano. “Nesse contexto de alta volatilidade, é indispensável que o produtor de grãos monitore com rigor seus custos de produção e as variações nos preços”, conclui a Grainsights.

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