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Excesso de umidade afeta milho para silagem no Rio Grande do Sul

Colheita de milho para silagem alcançou 89% da área cultivada


Foto: Nadia Borges

A colheita de milho para silagem alcançou 89% da área cultivada no Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (30), as áreas remanescentes, que correspondem a 11% do total, são formadas por cultivos tardios ainda em fases reprodutivas.

De acordo com o levantamento, o avanço da colheita foi limitado no período pela elevada umidade do solo e das plantas, resultado de chuvas frequentes. Nas áreas restantes, predominantemente de segunda safra, há bom acúmulo de biomassa favorecido pela disponibilidade hídrica, mas o excesso de umidade no momento da colheita pode afetar a compactação e a qualidade fermentativa do material ensilado.

As produtividades seguem, em geral, próximas das estimativas iniciais, embora tenham sido registradas variações associadas a déficits hídricos em fases críticas e a ocorrências pontuais de acamamento. A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta área de 345.299 hectares e produtividade média de 37.840 quilos por hectare.

Na região administrativa de Ijuí, a colheita está praticamente concluída, restando apenas áreas de segundo cultivo. O levantamento indica episódios pontuais de acamamento provocados por chuvas acompanhadas de ventos fortes, com impacto localizado sobre o aproveitamento da massa para ensilagem. Já na regional de Soledade, temperaturas elevadas associadas à boa umidade do solo e à menor radiação solar favoreceram o desenvolvimento das lavouras, promovendo acúmulo de biomassa e prolongando as fases fenológicas do ciclo.

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