Nova revisão indica produção recorde de soja no Brasil
Projeção de soja cresce com clima favorável
Foto: USDA
A Hedgepoint Global Markets revisou para cima a estimativa da safra brasileira de soja 2025/2026, projetando produção de 181 milhões de toneladas. O volume representa um novo recorde e reflete, segundo a empresa, ajustes nas produtividades médias após desempenho acima do esperado em regiões produtoras.
A nova projeção supera em 1,5 milhão de toneladas a estimativa anterior, divulgada em janeiro, quando o volume previsto era de 179,5 milhões de toneladas. Em relação à safra 2024/2025, que somou 171,6 milhões de toneladas, o crescimento é de 9,4 milhões de toneladas, equivalente a 5,47%.
A produtividade média das lavouras foi elevada para 3.708 quilos por hectare, acima dos 3.677 kg/ha estimados anteriormente e dos 3.600 kg/ha registrados na temporada passada. Já a área plantada foi ajustada para 48,827 milhões de hectares, frente aos 48,817 milhões projetados em janeiro e aos 47,678 milhões da safra anterior.
De acordo com a Hedgepoint, o avanço da estimativa está ligado principalmente ao desempenho em estados do Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste. “O aumento na estimativa de produção em relação a janeiro derivou principalmente de ajustes nas produtividades médias esperadas para importantes estados produtores, com elevações nas produtividades de estados como Mato Grosso, Goiás e Bahia, e redução no estado do Rio Grande do Sul”, afirma Luiz Fernando G. Roque, coordenador de Inteligência de Mercado de Grãos & Oleaginosas da empresa.
O executivo destaca que as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras em grande parte do ciclo. “O clima positivo registrado na maior parte do desenvolvimento das lavouras nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste resultou em um ambiente extremamente favorável, levando à consolidação de produtividades muito elevadas e superiores às estimadas inicialmente”, completa.
Apesar das perdas registradas no Sul, a consultoria avalia que o desempenho nacional compensou os impactos regionais. “Tais produtividades acabaram por compensar, em nível nacional, as perdas produtivas registradas no Rio Grande do Sul, estado que novamente sofreu com problemas derivados de uma baixa umidade que atingiu parte das lavouras durante os primeiros meses de 2026”, diz Roque.
Ainda segundo ele, a produção gaúcha deve superar a da safra anterior, mesmo com adversidades. “Entretanto, é importante destacar que, mesmo com novos problemas, a produção do Rio Grande do Sul será maior que a registrada na safra anterior, contribuindo de forma importante para a consolidação de uma nova safra recorde no Brasil”, acrescenta.
A revisão reforça, na avaliação da Hedgepoint, a consolidação de um novo patamar de produção no país, sustentado pelo aumento da produtividade e pela expansão gradual da área cultivada.