Canola mantém boas perspectivas no Rio Grande do Sul
Canola avança para floração no Estado
Foto: Pixabay
As lavouras de canola no Rio Grande do Sul seguem com desenvolvimento considerado satisfatório e potencial produtivo dentro das expectativas para a safra, conforme o Informativo Conjuntural, divulgado na quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar. A instituição informa que predomina o estágio vegetativo, embora as áreas semeadas mais cedo já estejam iniciando a transição para a fase reprodutiva, com o florescimento das primeiras lavouras. A diferença entre os estádios de desenvolvimento é atribuída ao período mais amplo de semeadura nesta temporada.
Segundo a Emater/RS-Ascar, as baixas temperaturas e as geadas de fraca intensidade registradas no período não provocaram prejuízos relevantes, limitando-se a efeitos pontuais em áreas que estavam em fases mais sensíveis. Por outro lado, a elevada umidade e a baixa disponibilidade de radiação solar reduziram o ritmo de crescimento das plantas e dificultaram operações como a adubação nitrogenada em cobertura e o controle de plantas daninhas.
A instituição ressalta que, apesar dessas limitações, as lavouras apresentam bom estado fitossanitário, sem registros expressivos de pragas ou doenças. Ainda assim, as condições de alta umidade reforçam a necessidade de monitoramento constante, principalmente com a aproximação do período reprodutivo.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, a área cultivada com canola no Estado está estimada em 353.397 hectares, com produtividade média projetada de 1.619 quilos por hectare.
Na região administrativa de Bagé, a Emater/RS-Ascar informa que o desenvolvimento das lavouras e o potencial produtivo permanecem dentro das expectativas, com exceção de áreas isoladas que apresentaram falhas de estande em razão das condições enfrentadas durante a implantação. A maior parte das lavouras segue em desenvolvimento vegetativo. As geadas provocaram danos apenas em áreas semeadas mais tardiamente, ainda no estágio de plântulas. Em São Borja, as primeiras lavouras implantadas já entraram em início de floração, considerada a fase de maior sensibilidade às geadas, mas a instituição avalia que o evento registrado em 3 de julho, de baixa intensidade, não deverá provocar impactos relevantes.
Na regional de Ijuí, a Emater/RS-Ascar observa grande variação no desenvolvimento das lavouras, que vão desde o estágio de roseta até o início da floração, presente em cerca de 5% das áreas. A diferença é resultado do escalonamento da semeadura entre o início de abril e a segunda quinzena de junho, concentrada principalmente em maio. Conforme a instituição, o desenvolvimento vegetativo é considerado muito satisfatório, com plantas vigorosas e bom potencial produtivo.
Na região de Santa Maria, as condições climáticas dificultaram a realização de práticas de manejo, especialmente a aplicação de herbicidas para controle de plantas daninhas e da adubação nitrogenada em cobertura. A Emater/RS-Ascar destaca que a elevada umidade do solo e a sequência de dias nublados, com baixa incidência de radiação solar, reduziram o ritmo de crescimento vegetativo das plantas.
Na regional de Santa Rosa, a Emater/RS-Ascar informa que as aplicações de fertilizantes nitrogenados em cobertura continuam nas áreas implantadas mais tarde. Nas lavouras semeadas em maio já há plantas iniciando a floração, indicando a entrada gradual da cultura na fase reprodutiva. A sanidade das lavouras permanece satisfatória, sem ocorrência relevante de pragas ou doenças. A instituição ressalta que, embora a baixa luminosidade ainda não tenha comprometido o desempenho da cultura, existe preocupação com seus efeitos durante a floração, especialmente sobre a polinização e a formação dos grãos. Os produtores mantêm o controle de plantas daninhas e o monitoramento fitossanitário, com atenção às doenças fúngicas favorecidas pela umidade elevada. As perspectivas de produtividade seguem positivas devido ao bom estabelecimento das lavouras.
Na região de Soledade, a Emater/RS-Ascar relata que, mesmo com a desaceleração do crescimento provocada pelas condições climáticas, as lavouras apresentam bom aspecto geral, com plantas vigorosas, resultado das condições favoráveis durante a implantação e do manejo adotado pelos produtores. A maior parte das áreas já concluiu o controle de plantas daninhas e a adubação nitrogenada em cobertura, restando apenas as lavouras implantadas mais tardiamente. As primeiras áreas semeadas estão próximas da emissão da haste floral, marcando a transição para a fase reprodutiva.