CI

Evite perdas na cana após a colheita

Cuidados logo depois do corte ajudam podem prolongar a vida útil do canavial


Foto: Canva

A fase após a colheita da cana-de-açúcar deve ganhar atenção especial dos produtores em regiões como GO, MG, MS, PR e SP. O período, que vai da saída da colhedora até o início da nova brotação, é decisivo para evitar falhas no canavial, reduzir perdas e manter a produtividade nas próximas safras.

Em áreas onde a colheita é mecanizada, os principais problemas aparecem logo depois da passagem das máquinas. Cortes muito baixos, rodas passando sobre a linha da cana, solo muito úmido e palhada mal distribuída podem prejudicar a retomada do crescimento da planta.

Na prática, esses danos aparecem em forma de falhas na lavoura, menor quantidade de colmos e brotação desigual. Quando isso acontece, o produtor pode enfrentar queda de produtividade e, em casos mais graves, precisar antecipar a reforma do canavial.

Um dos pontos de atenção está na altura do corte. Quando a cana é cortada muito rente ao solo, a base da planta pode ser danificada, dificultando a nova brotação. Por outro lado, cortes muito altos deixam parte da matéria-prima no campo. O equilíbrio depende da boa regulagem da colhedora e do acompanhamento da operação durante a safra.

O tráfego de máquinas também tem impacto direto. A passagem frequente de tratores e transbordos sobre a linha da cana pode amassar a base das plantas e compactar o solo. O risco é maior quando as operações são feitas em áreas úmidas, condição que favorece o endurecimento do solo e dificulta o desenvolvimento da lavoura.

Outro fator importante é a palhada. Quando bem distribuída, ela protege o solo, ajuda a conservar umidade e contribui para o sistema produtivo. Mas, quando fica acumulada em montes sobre a linha da cana, pode atrapalhar a brotação e deixar o desenvolvimento do canavial mais irregular.

A recomendação é que o produtor avalie o talhão logo após a colheita. Observar falhas, identificar marcas de rodas, verificar a qualidade do corte e acompanhar a distribuição da palhada são medidas simples que ajudam a orientar as decisões seguintes.

Intervenções mais pesadas, como operações para aliviar a compactação do solo ou corrigir falhas, não devem ser feitas de forma automática. A decisão precisa considerar o histórico da área, o tipo de solo, a idade do canavial e o custo-benefício da operação.

Segundo o material, estudos da Embrapa e de universidades apontam que o controle do tráfego, a preservação da base da planta e a redução da compactação estão entre os fatores mais importantes para manter o canavial produtivo por mais cortes.

 

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7