Fertilizantes e diesel elevam custos no campo paulista
Custos de produção avançam em abril em São Paulo
Foto: Pixabay
Os custos de produção agropecuária em São Paulo continuaram pressionados em abril de 2026, impulsionados principalmente pela alta dos fertilizantes e dos combustíveis. A avaliação consta em relatório do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, elaborado com base em dados do projeto Campo Futuro, desenvolvido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz.
Segundo o levantamento, os fertilizantes nitrogenados registraram os maiores aumentos no período, influenciados pela escalada do conflito no Oriente Médio. No mercado paulista, a ureia agrícola apresentou alta de 33,7%. Também houve elevação nos preços do nitrato de amônio, com avanço de 14,3%, do sulfato de amônio, que subiu 16,5%, e do formulado 20-00-20, com valorização de 37,7%.
O diesel também contribuiu para a pressão sobre os custos da atividade rural. O combustível registrou aumento de 6,7% em abril, movimento atribuído à valorização do petróleo no mercado internacional e aos reajustes praticados internamente. Com isso, cresceram as despesas relacionadas ao transporte e às operações mecanizadas nas propriedades.
Por outro lado, alguns defensivos agrícolas apresentaram recuo nos preços durante o mês. Entre os produtos com maior queda estiveram o Altacor, com redução de 14,7%, o Velpar K, que caiu 16,4%, e o Plateau, com retração de 16,8%. De acordo com o relatório, a redução está associada à recomposição dos estoques e à menor demanda observada no período.
No acumulado dos últimos 12 meses, o cenário segue marcado pela elevação dos custos de produção. Os maiores aumentos foram registrados pelo nitrato de amônio, com alta de 87,8%, pela ureia, que avançou 41,3%, e pelo diesel, com valorização de 17,5%, mantendo a pressão sobre a rentabilidade da atividade agropecuária paulista.