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Produção de cana deve crescer no novo ciclo

“Esse cenário tende a resultar em um ciclo mais robusto"


“Esse cenário tende a resultar em um ciclo mais robusto" “Esse cenário tende a resultar em um ciclo mais robusto" - Foto: Canva

A safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27 deve avançar em produção e área colhida, em um ciclo marcado pela recuperação parcial dos canaviais e pela necessidade de maior eficiência no campo. Segundo a Conab, a produção nacional está estimada em 709,1 milhões de toneladas, alta de 5,3% sobre a safra anterior, o que representa a segunda maior produção da série histórica. A área destinada à colheita deve crescer 1,9%, para 9,1 milhões de hectares.

No Sudeste, principal região produtora, a expectativa é de 459,1 milhões de toneladas, aumento de 6,8% frente ao ciclo 2025/26. A produtividade média regional é estimada em 80,852 toneladas por hectare, avanço de 4,6%.

Apesar da maior disponibilidade de matéria-prima, a produção de açúcar deve alcançar 43,95 milhões de toneladas, enquanto o etanol tende a concentrar o crescimento do setor, com projeção de 40,69 bilhões de litros, alta de 8,5%. O movimento reflete mudanças no mix das usinas, influenciadas pela competitividade do biocombustível e pela busca por eficiência agrícola e industrial.

“Esse cenário tende a resultar em um ciclo mais robusto, ainda em fase inicial, mas que exigirá atenção constante aos desafios agronômicos e estratégicos ao longo do desenvolvimento da cultura”, ressalta o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Michel Tomazela.

A recuperação produtiva ocorre após impactos climáticos nas últimas safras, mas o setor ainda enfrenta irregularidade de chuvas, ondas de calor e estresses localizados. Esse cenário aumenta a importância do planejamento, do monitoramento das lavouras e do manejo integrado de pragas, plantas daninhas e doenças.

Entre os desafios estão a cigarrinha-das-raízes, o bicudo-da-cana-de-açúcar e a matocompetição em fases iniciais da cultura. A maturação também ganha relevância, especialmente pela influência do teor de sacarose na qualidade da matéria-prima e no ATR. No Centro-Sul, a variabilidade climática tem dificultado a uniformidade desse processo, reforçando a adoção de estratégias para proteger produtividade, qualidade industrial e rentabilidade.
 

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