Exportações sustentam mercado do boi gordo
No mercado físico, a arroba manteve sustentação em parte do país
No mercado físico, a arroba manteve sustentação em parte do país - Foto: Pixabay
O mercado pecuário encerrou maio em um ambiente de preços ainda sustentados, mas com menor força de alta para o boi gordo nas principais regiões produtoras. Segundo análise da StoneX, a última semana do mês foi marcada por comportamento heterogêneo entre as praças, escalas de abate relativamente confortáveis e demanda externa firme.
No mercado físico, a arroba manteve sustentação em parte do país, embora sem uma pressão compradora uniforme por parte da indústria. Estados como São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás registraram alguma valorização, refletindo ajustes pontuais diante da oferta disponível e das necessidades de compra dos frigoríficos. Em Minas Gerais, por outro lado, o cenário foi de maior pressão, com escalas mais folgadas limitando a reação dos preços.
A combinação entre oferta regional, ritmo de abate e consumo interno mais contido ajudou a explicar a menor tração das cotações no período. Mesmo com preços ainda em níveis historicamente elevados, a indústria encontrou espaço para atuar de forma mais seletiva, especialmente nas praças onde a disponibilidade de animais permitiu alongar as programações.
No mercado de reposição, houve leve alívio nas relações de troca em parte das regiões acompanhadas. Ainda assim, bezerro e boi magro seguem em patamares altos, o que mantém o custo de reposição como um ponto de atenção para o pecuarista. Esse quadro limita ganhos mais expressivos na margem, sobretudo para produtores que precisam recompor o rebanho em um momento de preços firmes para os animais jovens.
As exportações de carne bovina continuaram como o principal fator de sustentação do mercado. O bom desempenho registrado em maio, tanto em volume quanto em receita, contribuiu para manter a firmeza das referências, compensando em parte a menor pressão de compra no mercado interno.