Comércio e serviços acendem alerta para economia
O conflito entre Estados Unidos e Irã também mantém o ambiente de incerteza
O conflito entre Estados Unidos e Irã também mantém o ambiente de incerteza - Foto: Canva
A economia brasileira dá sinais de perda de ritmo, mesmo após uma recuperação pontual da atividade em agosto. Segundo análise do Rabobank, a fraqueza do comércio e dos serviços reforça a preocupação com a desaceleração, em um cenário de inflação persistente nos Estados Unidos e incerteza no mercado internacional.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,34% em agosto, acima da expectativa de 0,2% do mercado. Apesar do resultado positivo, outros indicadores mostram dificuldades. As vendas do varejo ampliado recuaram 0,2% no mês, contrariando a projeção de crescimento de 1%. Já o volume de serviços caiu 0,1%, enquanto o mercado esperava alta de 0,5%.
No exterior, os dados de inflação dos Estados Unidos ampliaram as preocupações com os juros. O núcleo dos preços ao consumidor subiu 0,3% em setembro, e os preços ao produtor avançaram 1,3%, com destaque para o aumento de 10,8% nos custos de energia. Os números reforçam a possibilidade de novos aumentos das taxas americanas, com efeitos sobre o câmbio e os fluxos financeiros internacionais.
O conflito entre Estados Unidos e Irã também mantém o ambiente de incerteza. O petróleo Brent segue volátil, acima de US$ 100 por barril. No Brasil, o dólar encerrou a última semana em R$ 5,0628, após valorização de 1,52% frente ao real. O Rabobank projeta a moeda americana em R$ 5,35 no fim de 2026, embora reconheça a possibilidade de um cenário mais favorável no curto prazo.
A próxima referência para as expectativas econômicas será o IPCA-15 de outubro, previsto para sexta-feira (23). O banco estima alta de 0,42% no mês e inflação acumulada de 4,72% em 12 meses.