CI

Preço da cesta básica chega a R$ 296,26 em abril no Rio Grande do Sul

Guerra no Oriente Médio impacta alimentos


Foto: Pixabay

O preço da cesta de alimentos no Rio Grande do Sul voltou a subir em abril após três meses consecutivos de queda. Segundo levantamento da Secretaria da Fazenda, o custo médio da cesta composta pelos 80 itens mais consumidos pelos gaúchos aumentou 2,92% em relação a março e fechou o mês em R$ 296,26.

O indicador, chamado de Preço da Cesta de Alimentos (PCA-RE), é calculado com base em dados de notas fiscais eletrônicas e acompanha o comportamento dos preços no varejo gaúcho. De acordo com o governo do Estado, o aumento segue a tendência nacional de alta nos alimentos, influenciada pelos reflexos da guerra no Oriente Médio.

Apesar da elevação em abril, o acumulado dos últimos 12 meses ainda aponta retração de 0,96% no custo da cesta no Rio Grande do Sul. Na região da Fronteira Noroeste, a queda acumulada chega perto de 4%.

Entre as regiões do estado, o menor valor da cesta foi registrado no Jacuí Centro, onde os produtos custaram, em média, R$ 279,37 no último mês, alta de 3,35% em relação a março. Já a região das Hortênsias segue com o maior custo, com a cesta fechando abril em R$ 314,05.

O levantamento aponta aumento nos preços em todas as regiões gaúchas. A menor variação ocorreu no Paranhana, com alta de 1,47%. Já a região Noroeste registrou o maior avanço, de 4,47%, elevando o custo da cesta para R$ 310,32.

Os dados integram o Boletim de Preços Dinâmicos, elaborado pela Secretaria da Fazenda por meio da Receita Estadual. O estudo utiliza como referência os hábitos de consumo identificados pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na Pesquisa de Orçamentos Familiares.

Mesmo com a alta recente, o levantamento aponta redução no custo da alimentação para famílias de todas as faixas de renda no acumulado de 12 meses. Segundo o Índice de Inflação por Faixa de Renda, produzido pela Secretaria da Fazenda, famílias com renda de até dois salários mínimos tiveram deflação de 1,97% no período. Entre os domicílios com renda de dois a três salários mínimos, a queda acumulada foi de 1,59%.

De acordo com a análise, o comportamento diferente entre as faixas de renda está relacionado aos hábitos de consumo. Produtos mais presentes na alimentação das famílias de baixa renda tiveram reduções mais significativas nos preços ao longo do último ano.

Entre os grupos analisados, bebidas e infusões apresentaram a maior queda em abril, com recuo médio de 1,74%. A água mineral ficou 2,12% mais barata, sendo vendida a cerca de R$ 1,90 por litro. O vinho também registrou redução de 9,80%, com preço médio próximo de R$ 36 no varejo. O aipim teve a maior queda entre todos os itens monitorados, com retração superior a 33%.

Na direção oposta, os laticínios lideraram as altas do mês, com avanço de 12,81%. O leite integral foi um dos principais responsáveis pelo aumento, com alta de 22,56% e preço médio de R$ 4,89 por litro. Entre os alimentos com maior elevação em abril aparecem ainda a uva, com aumento de 100%, e a cenoura, com alta de 63,51%.

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7