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Polinização exige atenção no florescimento do feijão

Boas práticas favorecem vagens e enchimento de grãos


Foto: Canva

O sucesso da produção de feijão passa por cuidados específicos durante o estádio reprodutivo, fase em que a planta emite botões florais, floresce, é polinizada, forma vagens e inicia o enchimento dos grãos. Nesse período, falhas no manejo, como estresse hídrico, desequilíbrio nutricional e uso inadequado de inseticidas, podem comprometer a formação das vagens e reduzir a produtividade da lavoura.

Segundo o conteúdo, garantir uma boa polinização e aumentar o pegamento das vagens depende de um conjunto de práticas integradas, planejadas desde o pré-plantio e ajustadas entre o início do florescimento e o fim do enchimento dos grãos. A recomendação é manter a umidade do solo estável, assegurar uma nutrição equilibrada, monitorar pragas e doenças e preservar a atividade dos polinizadores.

O período reprodutivo é considerado um dos mais sensíveis do ciclo do feijoeiro. A planta naturalmente produz mais flores do que consegue transformar em vagens, tornando qualquer fator de estresse ainda mais prejudicial. Déficits hídricos, temperaturas extremas e problemas nutricionais podem aumentar a queda de flores e reduzir o número de vagens por planta.

Embora o feijão seja uma cultura predominantemente autógama, capaz de realizar autofecundação, a presença de abelhas e outros insetos polinizadores pode favorecer o pegamento das vagens e melhorar o enchimento dos grãos. Por esse motivo, o manejo de inseticidas deve ser planejado para reduzir riscos aos polinizadores.

Durante o início do florescimento, a planta direciona parte significativa dos fotoassimilados para o desenvolvimento reprodutivo. Nessa etapa, deficiências nutricionais ou falta de água podem comprometer a formação de flores viáveis. No florescimento pleno, manter condições adequadas de umidade, evitar fitotoxicidade e controlar pragas de forma criteriosa tornam-se fatores importantes para preservar a fecundação e a formação das vagens.

Na fase seguinte, quando ocorre o enchimento das vagens, o equilíbrio entre área foliar sadia, fotossíntese ativa e disponibilidade de nutrientes passa a determinar o potencial produtivo. Situações de estresse podem provocar abortamento das vagens recém-formadas ou reduzir o peso final dos grãos.

A disponibilidade de água é apontada como um dos fatores mais críticos. A falta de umidade pode reduzir a viabilidade do pólen, enquanto o excesso favorece doenças de solo e reduz a absorção de nutrientes. O texto orienta que, tanto em áreas irrigadas quanto em sistemas de sequeiro, o objetivo deve ser manter níveis adequados de umidade durante todo o período reprodutivo.

No aspecto nutricional, o fósforo é destacado pela participação na formação das flores e nos processos energéticos relacionados à fecundação. O potássio contribui para o transporte de açúcares até flores e vagens, enquanto cálcio e boro exercem papel importante no desenvolvimento das estruturas reprodutivas. Já o excesso de nitrogênio durante a cobertura pode estimular crescimento vegetativo excessivo, reduzindo a eficiência da floração.

O manejo integrado de pragas também recebe atenção especial. O monitoramento frequente deve orientar qualquer decisão sobre aplicações de inseticidas, principalmente contra tripes, percevejos e lagartas que atacam flores e vagens jovens. Quando o controle químico for necessário, o texto recomenda aplicações em horários de menor atividade das abelhas, preferencialmente no final da tarde ou à noite, além da utilização de produtos registrados e, quando disponíveis, mais seletivos aos polinizadores.

Outra estratégia destacada é a manutenção de áreas de vegetação no entorno da lavoura, que podem servir como refúgio para abelhas e inimigos naturais, contribuindo para a estabilidade das populações desses organismos ao longo do ano.

O manejo das plantas daninhas também deve ser planejado para evitar intervenções durante o florescimento. Segundo o texto, o ideal é realizar o controle nas fases anteriores da cultura, reduzindo a competição por água e nutrientes sem provocar estresse químico durante o período mais sensível da planta.

Além disso, manter a sanidade foliar é considerado essencial para garantir área fotossintética suficiente ao enchimento das vagens. O planejamento da população de plantas e do espaçamento também influencia a circulação de ar, a incidência de doenças e a uniformidade da floração.

O conteúdo reforça que todas as intervenções devem seguir a legislação vigente para o uso de defensivos agrícolas, respeitando rótulos, bulas e a utilização de equipamentos de proteção individual. Também ressalta que decisões relacionadas à adubação, irrigação e manejo fitossanitário devem ser tomadas com acompanhamento de um engenheiro agrônomo.

De acordo com o material, o bom desempenho da cultura depende da integração entre diferentes práticas. "Garantir boa polinização e pegamento de vagens no feijão durante o estádio reprodutivo não depende de uma única prática, mas de um conjunto de decisões técnicas bem coordenadas." O texto conclui que a combinação de manejo hídrico, nutrição equilibrada, proteção dos polinizadores e controle adequado de pragas e doenças permite que a lavoura expresse melhor seu potencial produtivo.

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