Grãos abrem em alta antes de relatório decisivo
Na soja, os preços sobem de forma moderada em Chicago
Na soja, os preços sobem de forma moderada em Chicago - Foto: Canva
Os mercados agrícolas iniciaram o dia com viés positivo em Chicago, refletindo ajustes técnicos após quedas recentes e a expectativa por novos dados oficiais sobre oferta, demanda e condições das lavouras. Segundo a TF Agroeconômica, os movimentos desta quarta-feira mostram altas em trigo, soja e milho, embora os fundamentos ainda indiquem cautela em parte das commodities.
No trigo, os contratos avançam na CBOT, com julho de 2026 cotado a US$ 594,50, alta de 9,25 pontos, enquanto dezembro de 2026 chegou a US$ 623,50, também com ganho de 9,25 pontos. A sustentação vem da recompra de posições por fundos de investimento, após liquidações registradas nos últimos dias. O mercado também reage à nova redução na classificação do trigo de inverno divulgada pelo USDA na segunda-feira, além da proximidade do relatório mensal da agência, previsto para esta quinta-feira. Para o trigo de primavera, a previsão de chuvas limitadas no norte das Grandes Planícies mantém preocupação com o déficit hídrico em uma região importante de produção.
Na soja, os preços sobem de forma moderada em Chicago, depois de uma sequência de perdas que levou as cotações aos menores níveis em quatro meses. O contrato julho de 2026 era negociado a US$ 1.118,25, alta de 4,50 pontos. Farelo e óleo de soja também avançam, dando suporte ao complexo de oleaginosas. Ainda assim, o mercado segue influenciado pelas boas perspectivas para a produção nos Estados Unidos e pela expectativa de ampla oferta global. A atenção está no relatório WASDE, mas também no levantamento de área plantada previsto para o fim de junho, considerado decisivo para estimar o tamanho da safra norte-americana.
O milho também opera em alta na CBOT, com julho de 2026 a US$ 423,75, ganho de 4,25 pontos. O movimento acompanha compras especulativas após a liquidação recente de contratos. Mesmo com a recuperação, as condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos mantêm pressão sobre o mercado, com exceção do centro das Grandes Planícies, onde o Nebraska ainda precisa de mais chuvas para reduzir os efeitos da seca.