CI

Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro: quais as vantagens de aderir ao PQAB na safra 2025/2026?

Certificação do MAPA e inovações tecnológicas elevam padrão do algodão brasileiro

Foto: Divulgação

A temporada de adesão para a safra 2025/2026 do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB) já está aberta. Realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), na condição de (SCA) Serviço de Controle Autorizado, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o programa garante que a pluma brasileira atenda aos mais rigorosos padrões de qualidade e rastreabilidade, buscando assegurar a excelência em todos os processos da produção do algodão. "O PQAB traz um aprimoramento de melhores práticas para as atividades que a UBA já desenvolve, com o diferencial de receber o certificado de qualidade para cada um dos fardos emitido pelo Ministério da Agricultura”, explica a Diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi.

Ferraresi também destacou a credibilidade que a validação do Ministério da Agricultura traz ao algodão a partir da certificação. “É uma terceira parte validando que aquela amostra de algodão foi produzida e identificada de acordo com os padrões da IN 24 e que a análise de HVI foi realizada pelo laboratório de acordo com os padrões internacionais. Para quem está no programa, o 'plus' é a credibilidade e assertividade dos resultados de análise de HVI com aval do Mapa".

Momento é de transformação digital

A partir desta safra, a diretora da Abrapa esclarece que o uso de lacres e a submissão de malas no Sistema Abrapa de Identificação (SAI) tornam-se obrigatórios para todas as unidades. “A grande novidade que teremos neste ano é que todas as UBAs que participam do SAI farão a submissão de malas de amostras no sistema. Antes, essa era uma exigência feita apenas às UBAs que integravam o PQAB”.

Essa transição vem acompanhada de um salto tecnológico: a operação por API, que é a integração direta entre o sistema de gestão da UBA e o SAI da Abrapa. Essa ponte tecnológica permite que os dados de beneficiamento e rastreabilidade sejam enviados de forma automática, eliminando erros, reduzindo a carga de trabalho manual e garantindo agilidade em operações de grande volume.

A operação por API é opcional, mas facilita os processos de cadastro e gestão das UBAs que possuem uma operação muito grande. Abastecimento de dados via web e por app continuam valendo.

Vantagens estratégicas do PQAB

Além de cumprir normas técnicas que melhoram a operação, participar do programa é uma decisão estratégica que gera mais valor e competitividade para o algodão produzido no país. Para Fernando Rati, gerente do Cotton Brazil, programa que mantém diálogo constante com a indústria têxtil internacional, o grande diferencial está na validação do governo brasileiro: "A certificação é o aval do Ministério da Agricultura atestando que aquela análise foi feita de acordo com os padrões internacionais. É essa terceira parte que traz a credibilidade necessária para os resultados de HVI, garantindo confiança para quem compra e para quem vende".

Ao aderir ao programa, a UBA eleva seu padrão operacional por integrar a certificação oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) com uma gestão técnica minuciosa. Cada fardo produzido recebe o Certificado de Qualidade Oficial, validando a análise de HVI no mercado global, processo este assegurado pela presença de um Inspetor de UBA capacitado e registrado no MAPA. Este profissional atua como guardião das melhores práticas, garantindo que o peso, as dimensões e a integridade das amostras sigam estritamente a Instrução Normativa 24 (IN 24), o que consolida um fluxo de dados totalmente confiável, rastreável e padronizado.

Esse processo garante que a qualidade do algodão brasileiro seja reconhecida por um sistema de verificação robusto e tecnologicamente avançado.

PQAB em números

A safra 2024/2025 mostra avanço consistente na adesão ao PQAB no Brasil. Dos 19,3 milhões de fardos produzidos, 17,4 milhões passaram pelo programa Standard Brasil SBRHVI (SBRHVI), sendo 36% deles (6,32 milhões) certificados pelo autocontrole/PQAB. Ao todo, 6,7 milhões de fardos foram analisados dentro do PQAB, com uma taxa de aprovação de 93,03%. Segundo Silmara Ferraresi, o resultado demonstra o alto nível de conformidade da pluma brasileira com os critérios de qualidade e rastreabilidade, além de indicar espaço para expansão das certificações. Entre os laboratórios, o da Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa) se destacou ao contribuir para a certificação de mais de 50% dos fardos do PQAB, com taxa de certificação de 99,85%, atendendo produções da Bahia, Tocantins, Maranhão e Piauí.

De acordo com a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, o desempenho do laboratório da associação é resultado de um trabalho intensivo de conscientização sobre a qualidade da fibra na região do Matopiba e incentivo à participação no programa, aliado a investimentos em tecnologia que garantiram maior consistência operacional e controle de qualidade. Ela destaca que esses resultados fortalecem a imagem do algodão brasileiro e reduzem a ocorrência de arbitragens, ao garantir laudos confiáveis e um ambiente mais harmonioso no mercado.  “Quando a Bahia, segundo maior produtor de algodão do Brasil, se compromete com a qualidade da análise, ajuda a fortalecer a imagem do algodão brasileiro e do Brasil como origem, o que é a razão de ser do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB). Laudos confiáveis criam um ambiente harmônico no mercado, evitando contestações e necessidade de arbitragens”.

Apesar dos avanços, 9,8% dos fardos da última safra ainda não tiveram rastreabilidade completa, índice atribuído a produtores que não aderiram ao SBRHVI. Ferraresi explica que a obrigatoriedade de submissão de malas no SAI, na safra 2025/2026, com operação de cadastro único entre UBAs e laboratórios, por meio do Sistema Nacional de Dados do Algodão (Sinda), garantirá ao Brasil, depois de 22 safras de operação do SAI, a rastreabilidade de 100% dos fardos submetidas no sistema.

O que a UBA precisa fazer para aderir ao PQAB?

Para quem já opera no SAI, o PQAB exige apenas três ações adicionais que não elevam a complexidade da rotina, mas que garantem mais rigor no processo de produção. São elas:

Calendário de operação de beneficiamento de algodão para a safra 2025/2026:

O cronograma de início das atividades laboratoriais e de submissão de malas já está definido:

Como aderir?

A adesão ao PQAB é feita diretamente pela UBA/responsável SAI, no sistema SAI. Ao realizar a atualização cadastral e o aceite dos termos, a unidade deve declarar sua adesão ao PQAB. Tal processo pode ser realizado até a submissão da primeira mala, na safra 2025/2026.

Não deixe sua UBA de fora! A adesão ao PQAB é o caminho mais seguro para garantir que a qualidade do seu algodão seja reconhecida globalmente.

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7