Clima segue no radar do mercado da soja
A soja segue relativamente favorecida na comparação com o milho
A soja segue relativamente favorecida na comparação com o milho - Foto: Nadia Borges
O mercado da soja encerrou o dia em leve baixa, em um movimento influenciado pela confirmação de maior área plantada nos Estados Unidos e pela continuidade das atenções sobre o clima nas principais regiões produtoras. Segundo análise da StoneX, o relatório de área plantada confirmou uma leve expansão da área destinada à oleaginosa no país, em linha com o que o mercado já esperava.
A soja segue relativamente favorecida na comparação com o milho, especialmente por exigir menor uso de adubação nitrogenada. Esse fator tem pesado nas decisões de cultivo e ajudado a sustentar o avanço da cultura. Além disso, o ambiente para o esmagamento permanece mais positivo, com apoio da demanda relacionada aos biocombustíveis, o que reforça a percepção de fundamentos ainda consistentes para o setor.
O ganho de área também foi observado em regiões afetadas por problemas com o trigo, movimento que contribuiu para ampliar a presença da oleaginosa em áreas agrícolas norte-americanas. Apesar da expansão, a leitura do mercado não sofreu alteração significativa, já que os números vieram próximos das expectativas.
Nos estoques trimestrais, o volume divulgado ficou em linha a levemente acima do esperado. Ainda assim, o resultado não mudou de forma relevante a avaliação sobre os fundamentos do mercado doméstico dos Estados Unidos, que continuam considerados firmes.
O clima permanece no centro das atenções. O calor intenso no Meio-Oeste elevou as preocupações com o potencial produtivo das lavouras, mesmo diante da previsão de chuvas. Esse cenário mantém os agentes atentos ao desenvolvimento da safra, já que as condições climáticas podem influenciar diretamente a produtividade nas próximas etapas.
No pano de fundo, o dólar mais forte segue como elemento de pressão para a competitividade das exportações norte-americanas. A valorização da moeda tende a reduzir a atratividade do produto dos Estados Unidos no mercado internacional, acrescentando cautela às negociações.