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Veja como a fertilização folia pode elevar a produtividade

Técnica pode corrigir deficiências e melhorar rendimento


Foto: Canva

A fertilização foliar vem se consolidando como complemento ao manejo nutricional de hortaliças e outras culturas, especialmente para corrigir deficiências em estágios críticos e melhorar o aproveitamento de nutrientes. Segundo dados divulgados pelo Governo da Argentina, testes conduzidos pelo INTA Famaillá, em Tucumán, apontaram ganhos de produtividade em culturas como mamão e amendoim quando a técnica foi integrada a um programa nutricional planejado.

A fertilização tradicional continua sendo realizada principalmente via solo, responsável pelo fornecimento dos nutrientes mais demandados pelas plantas. No entanto, as culturas também conseguem absorver elementos pelas folhas e distribuí-los por diferentes partes da planta. Segundo dados divulgados pelo Governo da Argentina, essa característica torna a fertilização foliar uma alternativa para responder rapidamente às necessidades nutricionais, sobretudo quando a absorção pelas raízes é limitada.

Correção rápida de deficiências nutricionais

Roberto Sopena, especialista do INTA Famaillá, destacou que a fertilização foliar deve ser utilizada como complemento, e não como substituição da adubação via solo. "A fertilização foliar não substitui a fertilização do solo, mas a complementa."

Segundo Sopena, a principal vantagem da técnica é permitir a correção rápida de deficiências e auxiliar a cultura durante os períodos de maior demanda nutricional. Para obter bons resultados, porém, é necessário considerar fatores como idade celular, temperatura, umidade ambiente e radiação no momento da aplicação.  A cobertura adequada da superfície foliar e a escolha do fertilizante de acordo com o estádio fenológico também são determinantes para favorecer a absorção e a movimentação dos nutrientes dentro da planta.

Nutrientes exigem estratégias diferentes

Os nutrientes não apresentam o mesmo comportamento após serem aplicados nas folhas. Segundo dados divulgados pelo Governo da Argentina, elementos como nitrogênio, fósforo, potássio e magnésio possuem alta mobilidade.

Já cálcio e boro apresentam mobilidade muito mais limitada. Por isso, o momento e a estratégia de aplicação ganham importância para que esses elementos atendam às necessidades da cultura. “Elementos como nitrogênio, fósforo, potássio e magnésio apresentam alta mobilidade, enquanto outros, como cálcio e boro, têm mobilidade muito mais limitada; portanto, o momento e a estratégia de aplicação tornam-se especialmente importantes”, indicou Sopena.

Ensaios mostram resposta em culturas de importância econômica

Em Tucumán, o INTA avaliou diferentes estratégias de fertilização foliar em culturas regionais de importância econômica, incluindo mamão e amendoim. Durante a safra de 2024, ensaios realizados em Monte Bello compararam diferentes formulações aplicadas entre 20 e 80 dias após a emergência. Segundo dados divulgados pelo Governo da Argentina, os melhores resultados foram obtidos com um programa que integrou diferentes aplicações ao longo do ciclo da cultura.

As aplicações iniciais com cobalto e Molibdênio favoreceram o estabelecimento das plantas. Posteriormente, aplicações de Zinco, Nitrogênio, Boro, Potássio e Cálcio aumentaram o número e o peso dos tubérculos. O tratamento que reuniu todas essas aplicações apresentou os maiores rendimentos. "Os ensaios demonstram que o planejamento da nutrição foliar ao longo do ciclo da cultura permite maximizar o potencial produtivo. Os melhores resultados são obtidos quando as aplicações são adaptadas às necessidades fisiológicas da planta", afirmou Sopena.

Combinação de nutrientes amplia resposta produtiva

Na safra 2024-2025, ensaios conduzidos no departamento de Graneros também registraram aumento da produção. Segundo dados divulgados pelo Governo da Argentina, as aplicações de potássio e zinco elevaram o rendimento em comparação ao tratamento sem fertilização. As combinações de nutrientes apresentaram respostas superiores às aplicações individuais, indicando efeito complementar entre os diferentes elementos.

Tecnologia pode melhorar eficiência do manejo

Segundo dados divulgados pelo Governo da Argentina, a fertilização foliar pode oferecer benefícios como rápida disponibilidade de nutrientes, prevenção de desperdícios associados a problemas do solo, maior eficiência no uso de micronutrientes e correção de desequilíbrios nutricionais.

A técnica também permite incorporar substâncias capazes de estimular o metabolismo vegetal, como aminoácidos, indutores de defesa e reguladores de crescimento. Outro avanço está na integração com tecnologias de agricultura de precisão, permitindo ajustar taxas, locais e épocas de aplicação de acordo com as necessidades da cultura.

Para Sopena, a evolução das formulações também tem contribuído para aumentar a eficiência da prática. "Hoje, temos formulações muito mais eficientes do que nos últimos anos. Isso nos permite melhorar a absorção de nutrientes e obter uma resposta maior com aplicações mais precisas, sempre integradas a um manejo agronômico adequado", afirmou Sopena. Assim, os resultados apresentados pelo INTA Famaillá reforçam o papel da fertilização foliar como ferramenta complementar dentro de programas de nutrição planejados, com aplicações ajustadas ao estádio de desenvolvimento e às necessidades fisiológicas das plantas.

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