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Europa fica para trás e Brasil dispara na agricultura

Outro desafio identificado envolve as restrições regulatórias


Outro desafio identificado envolve as restrições regulatórias Outro desafio identificado envolve as restrições regulatórias - Foto: Pixabay

A agricultura europeia apresenta crescimento inferior ao de seus principais concorrentes internacionais, enquanto enfrenta dificuldades relacionadas ao clima, aos custos de produção e ao acesso a novas tecnologias. Um estudo encomendado pela Bayer, com análise econômica da Oxford Economics, aponta que esse cenário ameaça a competitividade da União Europeia e do Reino Unido, especialmente diante do avanço de países como o Brasil.

Entre 2011 e 2023, a produção agrícola da União Europeia cresceu apenas 0,1% ao ano, enquanto o Reino Unido registrou estabilidade. No mesmo período, o Brasil apresentou expansão média anual de 3,3%, superando Estados Unidos, China, Canadá e Índia. A média mundial ficou em 2%.

Na comparação com a década anterior, a produção brasileira avançou 51%, enquanto a europeia aumentou somente 2%. Estados Unidos e Canadá registraram crescimentos de 16% e 44%, respectivamente.

O levantamento também destaca os impactos das mudanças climáticas sobre a agricultura europeia. As perdas anuais relacionadas ao clima são estimadas em 17,4 bilhões de euros, equivalentes a 6,4% da produção agrícola do bloco. Até 2050, esse prejuízo poderá alcançar 28,9 bilhões de euros.

Outro desafio identificado envolve as restrições regulatórias. Segundo o estudo, a União Europeia possuía mais de mil ingredientes ativos autorizados para proteção de cultivos no início dos anos 2000, número que atualmente está próximo de 420. Nos últimos sete anos, 92 substâncias perderam autorização, enquanto apenas um novo ingrediente ativo sintético chegou ao mercado.

A pesquisa também ouviu mais de 8 mil consumidores europeus. Entre os entrevistados, 84% consideram a segurança alimentar uma questão de segurança nacional. O mesmo percentual defende que agricultores tenham acesso às tecnologias mais recentes.

Para os responsáveis pelo levantamento, ampliar o acesso à inovação, incluindo novas sementes, agricultura de precisão e inteligência artificial, será fundamental para reduzir a distância competitiva entre a Europa e outros grandes produtores agrícolas.

 

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