Trigo se mantém estável entre R$ 70 e R$ 71 no RS e PR
O trigo registrou nova alta na Bolsa de Chicago entre 6 e 9 de julho
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O trigo registrou nova alta na Bolsa de Chicago entre 6 e 9 de julho de 2026, enquanto no Brasil os preços se mantiveram estáveis, mas o clima no Sul do país passou a preocupar o mercado diante do risco de geadas no Paraná e de chuvas intensas previstas para o Rio Grande do Sul a partir da segunda quinzena de julho, segundo a CEEMA.
O primeiro mês negociado na CBOT chegou a bater US$ 6,09 por bushel no dia 7 de julho e, após oscilar bastante ao longo da semana, fechou a quinta-feira (9) em US$ 6,11, ante US$ 5,90 uma semana antes.
A colheita americana do trigo de inverno avançava para 59% da área em 5 de julho, ritmo mais rápido que a média histórica de 51%. Apesar disso, as condições das lavouras ainda a serem colhidas preocupavam: 47% estavam classificadas entre ruins e muito ruins, 27% em condição regular e apenas 26% entre boas e muito boas. As lavouras de trigo de primavera apresentavam cenário mais favorável, com 57% entre boas e excelentes, 36% regulares e apenas 7% entre ruins e muito ruins.
No cenário internacional, a Bolsa de Grãos de Rosário estima que a safra argentina de trigo 2026/27 deve atingir 20,5 milhões de toneladas. A entidade também manteve suas projeções para a soja 2025/26 do país vizinho em 51,5 milhões de toneladas e para o milho 2025/26 em 68 milhões de toneladas. No mercado brasileiro, os preços do trigo se mantiveram estáveis, oscilando entre R$ 70,00 e R$ 71,00 por saca nas principais praças do Rio Grande do Sul e do Paraná. A oferta de trigo de qualidade superior segue reduzida, o que mantém o mercado aquecido.
Segundo informações da Cepea, os moinhos brasileiros estariam abastecidos no curto prazo, priorizando negociações voltadas à safra nova, com entrega prevista entre setembro e outubro de 2026. Já os vendedores que ainda possuem estoques — sobretudo em São Paulo, onde a disponibilidade é mais escassa — buscam negociar o cereal a preços mais elevados.
A chegada do inverno no Sul do Brasil trouxe duas frentes de atenção para o mercado. De um lado, as geadas atuais podem prejudicar os trigais paranaenses, com risco de quebra de safra, embora o fenômeno seja considerado positivo para as lavouras no Rio Grande do Sul. De outro, a previsão de chuvas intensas a partir da segunda quinzena de julho pode prejudicar especialmente as lavouras gaúchas.
A partir de agora, o clima no Sul do país ganha peso decisivo para o mercado do trigo, já que a colheita nacional só começa em setembro, pelo Paraná.