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PR: preço da carne suína cai enquanto bovina fica mais cara

Abate de suínos cresce e preços recuam no varejo


Foto: Pixabay

O aumento da oferta de suínos no segundo trimestre de 2026 já começa a aparecer nos preços da carne no varejo. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram abatidos 15,6 milhões de animais no período, com produção de 1,49 milhão de toneladas de carne, enquanto no Paraná cortes como paleta e pernil acumulam queda superior a 20% em um ano.

Segundo dados divulgados pelo IBGE, o volume de abates no segundo trimestre de 2026 ficou cerca de 500 mil cabeças e 70 mil toneladas de carne acima do registrado no mesmo período de 2025. O avanço na disponibilidade de animais vem influenciando o comportamento dos preços da carne suína no varejo. No Paraná, os efeitos já aparecem nas cotações dos principais cortes acompanhados pela pesquisa estadual.

Segundo dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), na pesquisa de preços no varejo de agosto, a paleta e o pernil com osso acumulam quedas superiores a 20% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dois cortes foram comercializados, em média, por R$ 14,15 por quilo no Paraná.

O cenário de maior oferta ocorre ao mesmo tempo em que a carne bovina registra valorização ao longo do ano. Com movimentos diferentes entre as duas proteínas, a diferença de preços tem aumentado e pode influenciar as escolhas dos consumidores.

Alguns cortes bovinos estão atualmente 22% mais caros do que há um ano. Com isso, a carne suína ganha espaço como alternativa mais atrativa para o consumidor diante da diferença de preços entre as proteínas. O avanço dos abates, portanto, amplia a disponibilidade de carne suína no mercado e contribui para o cenário de preços mais baixos observado no varejo paranaense.

Ao mesmo tempo, a valorização da carne bovina aumenta a distância entre os preços das duas proteínas. Para o consumidor, essa combinação torna a carne suína uma opção relativamente mais competitiva.

O comportamento dos preços ao longo dos próximos períodos dependerá da relação entre a oferta de animais, a disponibilidade de carne e o comportamento da demanda. No cenário apresentado pelos dados de abates e preços, a maior oferta de suínos já se reflete nas cotações de alguns cortes.

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